Funcionários da AIMA avançam para greve nacional a 6 de outubro
A paralisação foi convocada pelo Sindicato dos Técnicos de Migração (STM) e surge num momento de mudança na liderança da agência.
A decisão foi divulgada esta quinta-feira e surge depois de o sindicato ter pedido uma reunião urgente ao secretário de Estado Adjunto da Presidência e da Imigração, Rui Armindo Freitas.
Segundo o Expresso, o STM não obteve resposta ao pedido de reunião.
Entre as principais reivindicações está a criação de uma carreira técnica específica para os trabalhadores da área das migrações.
O sindicato defende que as funções desempenhadas na AIMA exigem conhecimentos especializados e um enquadramento profissional próprio.
Os trabalhadores estão envolvidos na análise de documentação, deteção de fraude, tratamento de informação, avaliação de risco migratório e instrução de processos relacionados com cidadãos estrangeiros.
O STM reclama ainda a atribuição de um suplemento remuneratório adequado às responsabilidades exercidas pelos funcionários da AIMA.
A reivindicação surge num contexto de discussão sobre a valorização dos profissionais envolvidos no controlo das fronteiras.
Segundo o Expresso , a presidente do STM, Manuela Niza, esclareceu que a reivindicação não pretende contestar a valorização atribuída às forças de segurança, mas garantir também o reconhecimento profissional e remuneratório dos trabalhadores da AIMA.
A paralisação deverá abranger trabalhadores de toda a agência, independentemente do vínculo laboral, carreira, categoria profissional ou local de trabalho.
A greve está marcada para 6 de outubro e deverá afetar os serviços prestados pela AIMA em todo o país.
A ação acontece numa fase de alterações na estrutura da agência, depois da saída de Pedro Portugal Gaspar da presidência da AIMA.
A entidade, criada em 2023, concentra as competências do Estado relacionadas com migração e asilo.
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