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Ceuta detetou mais de 2.900 menores após entrada em julho

Observador ·
Ceuta detetou mais de 2.900 menores após entrada em julho

O Governo de Ceuta identificou até agora mais de 2.900 menores migrantes na cidade autónoma espanhola localizada no norte de África, após a entrada maciça de migrantes ilegais , procedentes de Marrocos.

“Neste momento, o número de crianças que foram registadas, ou seja, identificadas, neste caso, pelas autoridades, é um pouco superior a 2.900 “, declarou esta segunda-feira o vice-primeiro-ministro e ministro da Economia, Comércio e Negócios espanhol, Carlos Cuerpo, após uma reunião com o presidente da Câmara de Ceuta, Juan Jesús Vivas, no Palácio da Assembleia da cidade.

O titular da Economia explicou que o trabalho de identificação em curso visa “agilizar ao máximo” o processamento destes casos.

Salientou ainda que a ação pública constitui uma resposta ao interesse primordial dos menores para encontrar uma solução para uma situação potencialmente “crítica”.

Esse trabalho está a ser realizado pelos Ministérios do Interior e das Migrações espanhóis em colaboração com o Ministério da Juventude e Infância e as autoridades locais.

Cuerpo indicou que a coordenação entre departamentos pretende solucionar e melhorar a situação das crianças sob tutela .

“Em muitos casos, constatamos que são meninas, algumas com menos de 13 anos, nem sequer adolescentes. Esta é, portanto, uma enorme prioridade para nós”, sublinhou.

O Governo não especificou quantos destes 2.900 menores são migrantes não acompanhados.

De qualquer modo, o Ministério da Juventude e da Infância vai reunir-se na quinta-feira com as comunidades autónomas na Conferência Setorial para discutir a atribuição extraordinária de 25 milhões de euros a Ceuta, destinados ao acolhimento de menores migrantes não acompanhados que se encontram naquele enclave espanhol no norte de África.

O primeiro-ministro, Pedro Sánchez, convocou para terça-feira uma reunião do Conselho de Segurança Nacional para analisar a situação em Ceuta após a entrada em julho de mais de 72.000 migrantes num período de 24 horas (mais de 70.000 dos quais regressaram durante a semana seguinte de forma voluntária a Marrocos, segundo as autoridades).

Fontes governamentais confirmaram à agência de notícias espanhola EFE esta informação, inicialmente divulgada pelo diário El País, sobre uma reunião que decorrerá antes da reunião do Conselho de Ministros desta terça-feira , a primeira após a pausa de verão.

Durante o mês de agosto, Sánchez realizou duas reuniões por videoconferência para coordenar a situação em Ceuta, concretamente nos dias 7 e 17, nas quais participaram vários ministros do seu executivo.

Essa estrutura será dirigida pelo ministro da Política Territorial e Memória Democrática, Ángel Victor Torres.

O ministro espanhol explicou que ambas as ações se destinam a lidar tanto com a situação criada pelo afluxo maciço de migrantes no final de julho como com as suas consequências para a população e a atividade económica da cidade autónoma.

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Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em observador.pt — o conteúdo pertence a Observador.

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