Trump diz que Irão está "em colapso total" antes de novas sanções
"O IRÃO ESTÁ A ENTRAR EM COLAPSO TOTAL!!!" , escreveu Trump na sua rede social, Truth Social, recorrendo novamente à escrita em maiúsculas para enfatizar a sua mensagem.
A mensagem foi publicada depois de o secretário do Tesouro, Scott Bessent, ter na véspera anunciado um "Dia D económico" hoje para o Irão, comparando o desembarque aliado de 1944 na Normandia com o que descreveu como "a maior ofensiva financeira alguma vez lançada contra um adversário".
"O Presidente criou as condições para mobilizar todas as agências e usar de todos os poderes e medidas que muitos presumiam que nunca aplicaríamos. O nosso objetivo é cortar todas as bolsas de oxigénio económico que sustentam o regime tirânico, até que Teerão esteja completamente isolada", antecipou Bessent no domingo.
Trump publicou a breve mensagem num contexto de crescente pressão sobre a República Islâmica para que ponha fim a uma guerra que se aproxima do sexto mês e reabra o estreito de Ormuz à navegação.
Teerão respondeu que não permitirá que Washington dite os termos do fim da guerra e voltou a advertir outros países para que não participem na nova "guerra económica" norte-americana contra o país, sob pena de passarem a ser considerados "inimigos".
Por seu lado, Bessent ameaçou com consequências económicas os países que prestem "qualquer tipo de ajuda vital ao Irão" e indicou que Washington pretende sancionar, entre outras operações, as transferências de dinheiro e as compras de petróleo iraniano.
Na próxima sexta-feira, completam-se seis meses desde que os Estados Unidos e Israel lançaram, a 28 de fevereiro, um ataque militar ao Irão, que justificaram com a inflexibilidade da República Islâmica nas negociações para pôr fim ao enriquecimento de urânio no âmbito do seu programa nuclear, que afirma destinar-se apenas a fins civis.
O memorando de entendimento que proporcionou uma trégua temporária na guerra expirou, e não estão em curso negociações concretas para pôr fim ao conflito, mantendo Teerão o bloqueio do estreito de Ormuz, por onde passa 20% do petróleo mundial e uma elevada percentagem de fertilizantes necessários ao cultivo de alimentos para a população mundial, ao passo que Washington impede a passagem de navios que tenham como origem ou destino portos iranianos.
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