Champions: FC Porto-PSV, 0-1 (destaques)
O internacional checo, de 26 anos, brilhou na segunda parte, depois de o PSV inaugurar o marcador aos 57 minutos. Fez três defesas – duas na pequena área – voou para impedir o golo (quase certo) de André Silva aos 73 minutos e travou um remate promissor de Alberto Costa aos 78m. Ainda que tenha errado na saída ao minuto 74 – com Dest a desarmar Alberto , quando a baliza estava aberta – o guardião também soube jogar com o relógio, para desespero do FC Porto. Kovár fez formação no Man United, evidenciou-se pelo Bayer Leverkusen e brilha no PSV, agarrando a titularidade desde a última época.
O FC Porto entrou melhor na etapa complementar, com Rosario e Samu a ameaçarem o golo, lances nem vistos na primeira parte. Todavia, a resposta do PSV foi letal. Se Bajraktarevic atirou ao poste – o segundo remate ao ferro dos neerlandeses – Guus Til desfez o nulo, assistido por Mijnans e esquecido pela defesa azul e branca. Ao emblema de Eindhoven bastou empurrar o FC Porto para a própria área e, em duas oportunidades, resolver o jogo. O que se seguiu foi um espetáculo de ineficácia e desespero dos dragões, com várias oportunidades para o PSV pelo meio.
Diogo Costa: duas defesas – uma bem complicada perante Mijnans logo após o 1-0 – duas saídas bem-sucedidas e 10 recuperações da posse. Exibição segura.
Alberto Costa: apesar de seis alívios, sete recuperações de posse e oito duelos ganhos – em 13 – o lateral ofereceu o golo a Kostic em cima do intervalo, num atraso mal medido para Diogo Costa . Todavia, o médio do PSV atirou ao poste.
Pietuszewski: foi o único interventivo no ataque azul e branco até ao intervalo, mas desapareceu na etapa complementar. Caiu facilmente nos duelos, sem solidariedade do árbitro. Foi efémero.
Samu: engolido pela pressão de Geertruida e Gasiorowski , o espanhol fez uma exibição discreta, só ameaçando o golo no arranque da segunda parte. Esteve quase sempre longe de se enquadrar com a baliza.
André Silva: ainda que não tenha feito muito mais do que Samu , o internacional português desperdiçou uma enorme oportunidade ao minuto 73. Hwang arrancou pela esquerda a solo e o avançado só tinha de encostar. Rematou fraco e viu Kovár fazer uma ótima defesa. Assim fica difícil reclamar a titularidade.
Bajraktarevic: o extremo bósnio de 21 anos – nascido nos Estados Unidos – divertiu-se à brava no Dragão, com quatro remates – um ao poste – dois dribles, um corte, quatro recuperações de bola e quatro duelos ganhos – em sete. Deixou a defesa portista em apuros.
Mijnans: assistiu para o único golo – de Guus Til – e foi o mais interventivo no ataque do PSV. Não foi uma exibição brilhante, mas acumulou quatro duelos ganhos – em oito – dois dribles, um alívio, uma assistência e dois cruzamentos.
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