Sporting-Arouca, 2-2 (crónica)
Quantas vezes somos postos em situações em que, a priori, sabemos que vamos errar, mas, mesmo assim, somos impelidos a avançar?
Mesmo quando tudo corria bem (e, por vezes, esse é um catalisador para o erro), o Sporting acabou por deixar fugir dois pontos em sua casa. Tal como em Vila Nova de Famalicão, ou na Reboleira, a equipa de Rui Borges deixou-se empatar no final do jogo. Se aí a causa foram «coisas que não se podem controlar», aqui fica mais fácil determinar a causalidade.
O Sporting dominava na primeira parte com folga e entusiasmo. Porém, uma expulsão de Zeno Debast já no meio-campo adversário e um penálti cometido por Eduardo Quaresma facilitaram o 2-2 final, sentenciado por Nandin. No final, alguns lenços brancos mostrados a Rui Borges e uma certeza – Benfica e FC Porto partem para o Clássico mais soltos de marcação.
O Sporting entrou em jogo sedento de redenção. O deslize da última jornada custou aos leões – empatar com um autogolo do capitão é algo difícil de digerir. Porém, os leões iniciaram este encontro de cabeça limpa.
Na primeira aproximação à baliza adversária, marcaram. Um canto batido à maneira curta que, aparentemente, já iria criar perigo, acabou no golo precisamente do capitão Gonçalo Inácio. Maxi Araújo ziguezagueou e cruzou para o primeiro poste, onde surgiu o central de 25 anos. Desvio fatal e De Arruabarrena, talvez o melhor elemento do Arouca esta temporada, não ficou plenamente bem na fotografia.
Não foi preciso esperar muito pelo 2-0. Numa transição rápida dos leões, que apanharam os arouquenses balanceados para o ataque, o Sporting foi desbloqueando setores. Fresneda, atlético, apareceu na frente para receber e cruzar desde o corredor direito. Contemporizou e entendeu-se na perfeição com Suárez que, com tempo e espaço, ajeitou e rematou com precisão para dentro da baliza. Pouco ou nada Arruabarrena podia fazer.
A avalanche ofensiva do Sporting era tal que Doumbia ainda celebrou o 3-0 aos 20 minutos, três depois do 2-0. Teve um belo movimento nas costas da defesa, picando a bola depois sobre o guardião. Mas estava adiantado. O Arouca não conseguia respirar, mas o Sporting acabou por tirar o pé do acelerador e teve um resto de primeira parte menos esplendoroso.
Irankunda, o estreante no onze titular, ia tendo alguma dificuldade em afirmar-se no jogo perante a marcação apertada de Tiago Esgaio. Perto do intervalo, ainda deu mostras da sua estonteante velocidade. Já Sergi Altimira apresentava-se como o general dos leões, aplaudido amiúde perante as sucessivas ações positivas, tanto a defender, como a atacar. E ao Arouca… restava rematar de fora da área, mas sempre sem perigo.
A segunda parte trouxe um fator que inesperado que acrescentou entropia ao jogo – é disso que o futebol é feito, não é verdade? É que Zeno Debast errou completamente o timing de entrada sobre o recém-entrado Rukavina. Mesmo partidários pela equipa da casa, os adeptos do Sporting não esconderam o choque perante a entrada. O vermelho saiu rapidamente do bolso do árbitro David Silva.
Vieram as naturais alterações de parte a parte. O Sporting passou a defender em 4-4-1 e o Arouca a apostar no chuveirinho para dentro da área leonina.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em maisfutebol.iol.pt — o conteúdo pertence a Maisfutebol.