Como é que a CGA errou a calcular reformas? Há novos desenvolvimentos
Há novos desenvolvimentos sobre o erro da Caixa Geral de Aposentações (CGA), que levou a que vários reformados recebessem mais de reforma do que aquilo que tinha direito - e agora têm de devolver o remanescente.
Afinal, o que esteve na base deste engano? Em causa esteve uma " divergência no cálculo da aplicação informática ", disse o presidente do Conselho Diretivo da CGA, António Valente, que foi ouvido no Parlamento na terça-feira .
António Valente esclareceu ainda que esta situação "abrange um universo muito específico" de pensionistas, representando " 0,4% do total do total de pensões em pagamento pela CGA, que são mensalmente na ordem das 670 mil pensões ".
"Estamos a falar de subscritores da CGA até 31 de agosto de 1993, e que se aposentaram com mais de 40 anos de serviço", acrescentou o responsável.
Erro no pagamento de pensões leva a corte: Quanto? Quem deve assumir? Um erro na Caixa Geral de Aposentações (CGA) levou a que vários pensionistas recebessem mais dinheiro do que tinham direito.
O Governo defende que os reformados devem devolver o valor em excesso, enquanto os pensionistas pedem que a CGA assuma a responsabilidade pelo lapso.
Beatriz Vasconcelos com Lusa | 08:52 - 12/10/2026 Qual é a diferença de valores? De acordo com o presidente do Conselho Diretivo da CGA, o valor médio das pensões afetadas antes da "correção" era de 2.476 euros e "após a correção 2.382 euros, sendo a diferença média mensal de 93 euros brutos ".
Já, em termos líquidos, " a correção da pensão líquida é, em média, 59 euros , para uma pensão líquida média de 2.300 euros".
Das 2.937 pensões afetadas, 1.778 (o equivalente a 61%) têm um valor superior a 2.000 euros , detalhou, sublinhando que "a maior correção individual que está quantificada é, em termos absolutos, 198 euros, numa pensão que passou de 8.107 euros para 7.909 euros, portanto, respondendo a uma redução de 2,4%".
CGA afasta intervenção do Governo O presidente da CGA afirmou ainda que a correção de 2.937 pensões não foi orientada pelo Governo.
"A correção" das 2.937 pensões de aposentação atribuídas pela CGA entre maio e 27 de agosto, " não resultou de qualquer orientação do Governo ", garantiu António Valente.
CGA explica redução de 2.937 pensões e afasta intervenção do Governo O presidente da CGA afirmou que a correção de 2.937 pensões não foi orientada pelo Governo, abrangendo 0,4% do total de pensões em pagamento.
Lusa | 16:44 - 20/10/2026 Governo diz que "há obrigação legal" de devolver valor pago a mais A ministra do Trabalho já assegurou que há fundamentação legal para a CGA pedir a devolução dos montantes pagos a mais e insiste que subida do salário mínimo acima da meta prevista tem que ter aval dos parceiros socais .
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