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Economia

TAP e Lufthansa: “O desafio será transformar sinergias em crescimento sustentável”, aponta a XTB

Jornal Económico ·
TAP e Lufthansa: “O desafio será transformar sinergias em crescimento sustentável”, aponta a XTB

A escolha da Lufthansa para adquirir 44,9% da TAP reforça a ambição do grupo alemão no mercado transatlântico e abre uma nova etapa para a companhia portuguesa.

O desafio será transformar as sinergias em crescimento sustentável, sem comprometer o papel estratégico de Lisboa.

Depois de uma disputa com a Air France-KLM, o Governo português terá optado pelo grupo alemão, cuja proposta melhorada ultrapassa os mil milhões de euros.

Mais do que o encaixe financeiro imediato, importa perceber se o futuro parceiro terá capacidade para financiar o crescimento da TAP, melhorar a sua competitividade e reforçar a conectividade aérea de Portugal.

Para a Lufthansa, a aquisição tem uma lógica industrial clara: reforçar a presença no Atlântico Sul através de uma companhia com uma rede consolidada no Brasil e em vários mercados africanos, incluindo países de língua portuguesa.

O grupo alemão já dispõe de uma posição de relevo na aviação europeia, com hubs em Frankfurt, Munique, Zurique, Viena e Bruxelas.

A sua estratégia combina operações de longo curso com redes de alimentação de passageiros e companhias com posições relevantes nos respetivos mercados nacionais.

A entrada no capital da ITA Airways, em 2025, demonstra também a ambição de continuar a consolidar a sua presença na Europa.

A TAP acrescenta uma geografia particularmente valiosa.

Lisboa permite ligar a Europa ao Brasil, à América do Norte e a vários destinos africanos, beneficiando de relações turísticas, comerciais e migratórias que sustentam a procura.

A dimensão desta oportunidade é evidente nos dados de mercado relativos a 2025: a IAG detinha uma quota de 20% nas ligações entre a União Europeia e a América do Sul, seguida da Air France-KLM, com 17%.

A TAP representava 11%, enquanto a Lufthansa detinha 9%.

A combinação das duas últimas posições colocaria o grupo alemão em torno dos 20%, numa aproximação baseada na soma das quotas reportadas.

A operação permite, assim, à Lufthansa reforçar a sua posição num mercado em que dificilmente conseguiria construir, no mesmo prazo, uma presença equivalente através de crescimento orgânico.

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Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em jornaleconomico.sapo.pt — o conteúdo pertence a Jornal Económico.

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