"Obrigada, Jorge". Os retratos da fotógrafa Rita Carmo
Observador Voz gerada por inteligência artificial, com base no artigo original. Podem ocorrer algumas inconsistências. Saiba mais. Conteúdo Esta voz foi gerada com recurso a inteligência artificial, a partir do resumo do artigo original. Embora esta tecnologia tenha sido concebida para ser útil e precisa, pode conter erros.
Se consideras que o áudio não está claro ou não reflete bem o conteúdo, envia o teu feedback . A tua opinião é importante para ajudar a melhorar esta funcionalidade!
Observador 22 Setembro 2026 22:58 Em 1992, Jorge Palma era um cantor marginal, sem reconhecimento. O talento dele parecia escondido, perdia a fé, acreditando que a genialidade dependia da bebida. Com apoio e coragem, Jorge renasceu artisticamente. O reconhecimento chegou, primeiro dos pares, depois do público. A felicidade acompanhou o seu recomeço. Nos últimos 20 anos, Jorge viveu alegremente. Trabalhou arduamente, ofereceu inspiração e amizade. O livro 'JORGE PALMA por Rita Carmo' foi lançado em dezembro de 2023. Resumo gerado por inteligência artificial, com base no artigo original. Podem ocorrer algumas inconsistências. Saiba mais. Ler Artigo Completo Conteúdo Este resumo foi criado com recurso a inteligência artificial. Embora esta tecnologia tenha sido concebida para ser útil e precisa, pode conter erros ou não captar todas as nuances importantes do artigo.
Se consideras que o resumo não está claro ou não reflete bem o conteúdo, envia o teu feedback . A tua opinião é importante para ajudar a melhorar esta funcionalidade!
Foi por um triz que o seu talento esteve para nos passar ao lado. Quando, em 1992, fotografei o Jorge Palma pela primeira vez, ele era um cantor e autor marginal, dado a loucuras, a quem não era reconhecido o devido valor. Ele próprio parecia ter perdido a fé, achando que a genialidade só lhe “aparecia” a cada gole de bebida. E depois há destas coisas: um pouco de atenção, coragem, estabilidade e dois agentes que tomaram as rédeas da sua vida artística deram-lhe o alento necessário para voltar a acreditar em si mesmo.
Assisti a este renascimento e reconhecimento, primeiro dos pares e depois do público, com uma enorme felicidade. Também eu nutria essa imagem romantizada do artista marginal, aquela mesma que o podia destruir e fazer-lhe mal. Felizmente, tudo veio a tempo de um recomeço.
Nos últimos 20 anos, o Jorge foi feliz . Aproveitou a vida, sempre com um sorriso nos lábios. Humilde, generoso e eternamente rebelde, a viver no limite mesmo assim. A trabalhar muito. A resistir .
Fotografei-o inúmeras vezes, em concertos e em sessões de retratos a pedido do próprio. Em 2016, acompanhei por dentro o concerto da digressão “Só” no Centro Cultural de Belém. Deixou-me entrar no camarim para o fotografar, não foi a primeira vez nem viria a ser a última: ajustou o alinhamento, trocou de roupa, trocámos piadas, sorriu, olhou para a câmara, fumou um cigarro — dos seus cigarros de sempre, Camel amarelo.
Pedi-lhe que fumasse outro. Desculpa, Jorge! Saí e deixei-o concentrar-se para o espetáculo. E era quase sempre assim.
Ofereceu-nos belas canções, palavras sábias, abraços apertados e muita inspiração.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em lifestyle.sapo.pt — o conteúdo pertence a SAPO Lifestyle.