Malásia aperta regras após série de resgates em caminhadas arriscadas de influencers
As autoridades da Malásia estão a introduzir novas regras para caminhantes, na sequência de um aumento das operações de busca e salvamento associadas a tendências nas redes sociais.
As medidas incluem a utilização obrigatória de guias em 189 locais de alto risco em todo o país, bem como procedimentos de avaliação dos caminhantes antes da subida, informou a agência de notícias estatal Bernama.
As caminhadas estão a tornar-se cada vez mais populares na Malásia, apesar de cerca de metade da área terrestre total do país estar coberta por floresta tropical, onde são comuns temperaturas altas e níveis elevados de humidade. Além disso, a vegetação densa faz com que seja fácil os caminhantes perderem-se caso se afastem dos trilhos assinalados.
Entre os percursos populares estão a subida ao Monte Kinabalu, uma montanha com 4.095 metros, em Bornéu, ou caminhadas com a duração de uma semana pelas selvas de Gunung Tahan, onde se encontra o ponto mais alto da Malásia peninsular, o Monte Tahan, com 2.187 metros.
Mas também existem caminhadas para quem não quer sair da cidade, como Penang Hill, em George Town, ou o KL Forest Eco Park, em Kuala Lumpur.
As novas regras, introduzidas pelo Ministério dos Recursos Naturais e da Sustentabilidade Ambiental (NRES), destinam-se a reduzir o risco de acidentes e a necessidade de dispendiosas operações de busca e salvamento (SAR).
O vice-ministro do NRES, Syed Ibrahim Syed Noh, disse à Bernama que alguns caminhantes partem sem preparação adequada ou percorrem rotas não autorizadas.
“A prioridade do Governo é reduzir o risco de os caminhantes se perderem e prevenir acidentes, minimizando assim a necessidade de operações de busca e salvamento, que exigem recursos financeiros substanciais e muitos meios humanos”, afirmou Noh, segundo o órgão de comunicação social.
“A nossa abordagem visa prevenir incidentes antes de estes acontecerem, reduzindo os riscos de fadiga extrema, desorientação e outras situações de emergência”, acrescentou.
Segundo Noh, os procedimentos de avaliação antes da subida incluem agora declarações de saúde, verificações do historial médico e cobertura de seguro.
“Estas medidas permitem identificar antecipadamente os montanhistas de alto risco antes de serem autorizados a realizar atividades de montanhismo”, acrescentou.
Além disso, tanto o Departamento de Vida Selvagem e Parques Nacionais como o departamento florestal do estado de Perak, onde um caminhante de 34 anos morreu no ano passado, avançaram com restrições às atividades de “caminhada comprimida” em zonas de alto risco, afirmou Noh.
O termo refere-se a uma prática em que um percurso de caminhada é realizado em muito menos tempo do que o habitual.
O guia de montanha do Departamento Florestal de Perak, Muzafar Mohamad, afirmou que estas caminhadas comportam riscos significativos.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em cnnportugal.iol.pt — o conteúdo pertence a CNN Portugal.