Livre acusa Chega de criar "folclore" e desrespeitar "tempo do parlamento" com censura
A porta-voz do Livre Isabel Mendes Lopes acusou hoje o Chega de criar "mais um episódio de folclore" com a apresentação de uma moção de censura ao Governo e de desrespeitar "o tempo do parlamento".
"Assistimos a mais um episódio de folclore. É certo que Luís Neves tem várias explicações para dar, que o primeiro-ministro tem que se pronunciar, mas também é certo que Luís Neves virá ao parlamento dia 08", sustentou Isabel Mendes Lopes, em declarações aos jornalistas na Assembleia da República.
No entendimento da líder parlamentar do Livre, citando a Constituição e o Regimento da Assembleia da República, a entrega anunciada hoje de uma moção de censura por parte do Chega atiraria o debate para segunda-feira, dia 07, véspera da audição parlamentar do ministro da Administração Interna, Luís Neves.
Considerando que o Chega está a desrespeitar "o tempo do parlamento", Isabel Mendes Lopes acusou o partido liderado por André Ventura de "cavalgar sempre a maior polémica para estar sempre na crista da onda e ocupar todo o espaço mediático", impedindo que se debatam outros temas que "verdadeiramente preocupam o país".
Interrogada sobre o voto da sua bancada na moção de censura, Isabel Mendes Lopes remeteu a decisão final para os órgãos internos do partido, mas realçou que o Livre nunca votou favoravelmente uma moção de censura do Chega.
"O Livre não acompanha o folclore do Chega de maneira nenhuma e, portanto, nunca votámos favoravelmente. Aliás, votámos sempre contra as moções de censura apresentadas pelo Chega, porque são exatamente mais um processo de degradação das instituições a que o Chega nos tem habituado", criticou.
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