Seis petrolíferas duplicam lucros na UE com crise em Ormuz
Seis das maiores petrolíferas que operam na União Europeia (UE) - BP, Shell, Eni, Orlen, Repsol e OMV - mais que duplicaram os lucros na região no segundo trimestre, em termos homólogos, impulsionados pelo conflito no Médio Oriente.
Esta conclusão decorre de uma análise publicada hoje pela Transport & Environment (T&E), organização não governamental (ONG).
Em conjunto, oito petrolíferas, incluindo TotalEnergies y Moeve, obtiveram 7.500 milhões de euros em lucros excedentários (diferença interanual entre o lucro ajustado de cada trimestre de 2026) na UE durante o primeiro semestre.
A nível global, as oito empresas ganharam em conjunto 17.900 milhões de euros de lucro excedentário, dos quais o montante atribuído à UE representa cerca de 42%.
Segundo a análise, o lucro extraordinário atribuído à UE saltou de 1.600 milhões de euros no primeiro trimestre de 2026 — que incluiu apenas um mês de guerra — para 5.900 milhões de euros no segundo, um trimestre inteiro sob conflito, totalizando 7.500 milhões de euros no semestre, de acordo com o detalhe calculado pela T&E com base nas receitas que cada petrolífera reporta por país.
Entre 2022 e 2023, a UE implementou uma contribuição de solidariedade temporária sobre os lucros extraordinários das empresas de energia, na sequência da invasão da Ucrânia pela Rússia, que segundo o relatório final da Comissão Europeia arrecadou quase 28.000 milhões de euros.
Em abril último, a Espanha juntou-se à Áustria, à Alemanha, à Itália e a Portugal para solicitar à Comissão o desenvolvimento de uma taxa deste tipo a nível da UE.
Governo cria contribuição sobre lucros extraordinários das petrolíferas
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