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Jornal das seis, na Rádio Observador, com Luís Soares. O ministro da Administração Interna diz que a subida dos números da criminalidade se deve a um trabalho mais proativo das autoridades.
Foi na apresentação do Relatório Anual de Segurança Interna no Parlamento. Luís Neves salientou a descida da criminalidade grave, mas também destacou o impacto que o tráfico de drogas está a ter em Portugal, sobretudo da cocaína. A acompanhar o debate na Assembleia da República esteve o Miguel Viterbo Dias. Miguel, o ministro falou em duas medidas que vão integrar o próximo relatório, pedindo, no entanto, que não se confunda a subida dos números com um aumento do perigo.
Sim, até porque atribui uma parte da responsabilidade pela subida dos números ao trabalho mais proativo das autoridades, sobretudo em crimes relacionados com a imigração ilegal. Luís Neves, debaixo de muitos protestos do partido Chega, a dizer que o aumento de casos de imigração ilegal deve-se ao trabalho das polícias, porque é uma matéria onde não é habitual existirem muitas denúncias, tendo em conta que as pessoas que são traficadas do ponto de vista laboral não fazem queixas junto das autoridades. Luís Neves falou também do terrorismo da extrema-direita, levando a um aumento do bruá na sala, mas referiu também o caso, que considerou até ser de terrorismo, do ataque à Marcha pela Vida, merecendo já aí a concordância, ainda que mais tímida, do partido Chega. Ainda assim, diz o ministro que o governo não esconde os números e, por isso, no próximo relatório, quer ter mais dois dados à disposição.
Um dado que há muito é pedido, pelo menos na Assembleia da República, com Luís Neves também a dizer que a criminalidade geral aumentou, mas a violenta diminuiu, ainda assim a manifestar preocupação. Já sobre as polémicas à volta do ministro, o Chega foi o único a referi-las de forma muito breve. Diz que, tal como Margarida Blasco, antiga ministra da Administração Interna, disse que era preciso tirar a fruta podre da polícia, agora é preciso tirá-la do Ministério da Administração Interna. E Madalena Cordeiro, do Chega, manifestou outra preocupação com o próximo relatório.
Este RASI é uma vergonha e ainda nem contempla os crimes do senhor ministro.
A boca do Chega para o ministro Luís Neves, que ouviu aqui protestos do partido quando se referiu ao perigo da extrema-direita.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em observador.pt — o conteúdo pertence a Observador.