EUA acusam Conselho de Direitos Humanos da ONU de "disparates sem sentido"
A Casa Branca acusou hoje o Conselho de Direitos Humanos da ONU de "proferir disparates sem sentido há décadas", reagindo ao relatório de uma comissão do organismo que atribui aos Estados Unidos crimes de guerra em bombardeamentos no Irão.
"O Conselho de Direitos Humanos da ONU não alcançou nada em matéria de direitos humanos, enquanto há décadas profere disparates sem sentido", declarou a porta-voz adjunta da Casa Branca, Anna Kelly, em comentários citados pelo jornal Washington Post.
Kelly realçou que "a única parte neste conflito que cometeu crimes de guerra é o regime iraniano, que assassinou milhares dos seus próprios cidadãos".
O relatório aponta a Teerão crimes contra a humanidade, devido à repressão de manifestações antigovernamentais.
A porta-voz denunciou ainda que o Irão "matou norte-americanos no estrangeiro, perpetrou atos de terrorismo no estreito de Ormuz e lançou ataques indiscriminados contra os seus vizinhos da região".
Além disso, sublinhou que o Presidente Donald Trump "está a trabalhar corajosamente para garantir que um país tão malévolo nunca possua uma arma nuclear, o que tornará o mundo inteiro mais seguro e estável".
Uma comissão da ONU, mandatada pelo organismo de direitos humanos da ONU, afirmou hoje existirem "motivos razoáveis" para determinar que os EUA cometeram crimes de guerra em bombardeamentos contra uma escola e um complexo desportivo, ocorridos no início da guerra lançada em fevereiro contra o Irão.
"Após os ataques dos Estados Unidos e de Israel em 28 de fevereiro, a missão encontrou motivos razoáveis para acreditar que os Estados Unidos cometeram o crime de guerra consistente em lançar ataques indiscriminados que causaram a morte ou ferimentos em civis, ou danos a bens de caráter civil", indicou a comissão de investigação para o Irão, na apresentação do seu relatório.
A comissão especificou que as forças norte-americanas lançaram ataques com mísseis Tomahawk contra a escola primária Shajareh Tayyebeh, em Minab --- um centro escolar "claramente identificável" --- e outro com mísseis munidos de ogivas de tungsténio contra um complexo desportivo em Lamerd, também "claramente identificável".
A missão da ONU apontou que o primeiro ataque, que resultou em mais de 150 mortos [incluindo 120 menores], atingiu uma escola situada junto a um complexo naval da Guarda Revolucionária do Irão.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em www.rtp.pt — o conteúdo pertence a RTP Notícias.