«Saímos penalizados pelo único momento em que não tivemos atitude competitiva»
Rui Borges, treinador do Sporting, afirmou que os leões dominaram o jogo com o Famalicão (1-1) , mas lamentou que o «único momento» em que a equipa não teve «atitude competitiva» tenha custado o golo do empate.
«É um jogo simples de analisar, entrámos muito bem nos primeiros minutos, com paciência com bola. O campo não estava muito bom para buscar jogo interior, tínhamos de andar pelos corredores. Tivemos ataques prolongados, depois fomos perdendo a paciência a espaços, deixámos o Famalicão entrar em ataque rápido. Fomos competentes, mesmo assim, com boa atitude. Controlámos o jogo na primeira parte de início ao fim. Na segunda parte entrámos igualmente com calma, com cuidado em transições defensivas, criámos várias situações de golo e fomos penalizados. A infelicidade que o Famalicão teve nas outras jornadas… teve hoje a felicidade de fazer o empate. Não fomos agressivos e fomos infelizes num corte do Inácio.»
«No único momento em que não tivemos atitude competitiva, saímos penalizados. Não pode acontecer numa equipa como o Sporting. Tem mais a ver com atitude competitiva. O Inácio acaba por ser infeliz. Há coisas que não controlamos.»
«A opção do Fotis era por isso, porque estávamos muito a ir a corredores. Com as substituições mantivemos o Maxi Araújo mais no corredor, ele faz mais a diferença por fora do que dentro. Tínhamos dois homens na área para atacar a bola e o Zalazar fazia de terceiro homem a jogar de fora para dentro. Na direita mantivemos o Geny e refrescámos com o Nestor. Mesmo depois do empate, temos três situações claras de cruzamento.»
«Tínhamos de ser mais incisivos, obrigar mais gente a provocar profundidade quando a bola chegava à largura. Fomos perdendo isso com o tempo. A relva não estava muito fácil para jogar a um ou dois toques, a bola saltava muito e não facilitava o jogo interior. Há jogadores que precisam de crescer a trabalhar dentro do bloco, linhas curtas e coesas. Fomos tentando, não era muito por aí. Faltou, sobretudo na primeira parte, a tomada de decisão no último terço. Falhámos muitas decisões, muito último passe. Tentámos, tivemos oportunidades e podíamos ter feito golo. Não podemos só estar ligados 90 minutos, tem de ser 91 ou 96.»
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