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Mesquita Nunes: "Coissoró foi extraordinário dirigente"

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Mesquita Nunes: "Coissoró foi extraordinário dirigente"

Esta transcrição foi gerada automaticamente por Inteligência Artificial e pode conter erros ou imprecisões.

Está conosco Adolfo Mesquita Nunes, antigo secretário de Estado e antigo vice-presidente do CDS. Obrigada pela disponibilidade para falar conosco. Queria começar por lhe perguntar: soubemos que Narenda Coissoro faleceu. Como é que o recorda?

Quando eu me filiei na Juventude Centrista, em 1994, o professor Narenda Coissoro era deputado do CDS. O CDS, na altura, tinha 4%, tinha apenas cinco deputados, e vem daí a minha primeira memória. Era uma das pessoas pelas quais eu me filiei no CDS. Veio aquele grupo parlamentar de pessoas de uma enorme bravura intelectual: professora Adrienne Moreira, o José Luís Numegueda Burito, agora o professor Narenda Coissoro, que traziam uma atuação política muito baseada na sensatez, na razão. Tinham muitas vezes razão antes do tempo e o professor Narenda Coissoro era um desses exemplos. Depois fui acompanhando, ele afastou-se do CDS durante algum tempo, depois voltou com a liderança de Paulo Portas, voltou ao Parlamento, justamente, e voltou a mostrar as suas características. Ele tinha um sentido de humor bastante extraordinário. Muitos de nós lembramos com certeza de alguns episódios com ele, mais pessoais, e essa era uma imagem que eventualmente passava menos, mas de uma grande inteligência, sagacidade e um sentido de humor extraordinário.

O CDS, um partido que tinha a democracia cristã como eixo central, tinha no professor Narenda Coissoro um extraordinário exemplo de como a doutrina social da Igreja e a democracia cristã não era uma vocação confessional do CDS. Era uma vocação política, de políticas públicas, e ele representava como ninguém, precisamente pelas suas origens, essa natureza da doutrina social da Igreja como algo bastante mais abrangente do que uma visão confessional, que aliás, ele nunca professou. E eu gosto de o recordar como um desses exemplos de uma democracia cristã alinhada com os novos tempos, não confessional, e com uma enorme capacidade de combate político. Ele foi um extraordinário dirigente do CDS e acho que o CDS, partido a que eu já não pertenço, mas que pertenci durante boa parte da minha vida, acho que o CDS fica claramente mais pobre.

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Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em observador.pt — o conteúdo pertence a Observador.

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