Qual é o custo da incerteza para as PMEs?
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Sejam bem-vindos. Começamos mais um episódio do podcast Empresas em Transformação. Esta é uma parceria entre o Novo Banco e o Observador. Nesta série falamos do que está a mudar no mundo das empresas com os novos padrões ambientais e sociais. A cada episódio, um novo tema, convidados diferentes também. Hoje falamos de financiamento sustentável, o que está a mudar na relação entre o setor financeiro e as empresas. E vamos fazê-lo com a Joana Carvalho, CEO da SFCO, uma empresa de assessoria financeira para empresas, precisamente, e Alexandre Martins, vice-presidente executivo de Corporate Marketing do Novo Banco. Eu sou o Paulo Ferreira. Antes de mais, duas boas-vindas a ambos. É um gosto recebê-los aqui.
Joana, obrigado. Joana, começando por si, pode dizer-se que o financiamento sustentável, de facto, já é uma realidade consolidada ou ainda está reservado para certos nichos de mercado?
Muito bem, antes de mais, muito obrigada. É um gosto estar aqui. Quando falamos de financiamento sustentável, eu tenho uma visão um bocadinho particular do que é o financiamento sustentável, porque para mim, que estive muitos anos na área de risco crédito, para mim, financiamento sustentável são todos os financiamentos.
Exatamente. É impensável falar de um financiamento sem que ele seja sustentável. Aqui a grande questão, penso eu, tem a ver com a finalidade desse financiamento e também com o nível de maturidade das empresas na forma como gerem o seu risco ESG. O que isto quer dizer? Hoje em dia, quando dizemos que uma empresa tem que fazer financiamentos sustentáveis, o que implica que tenha que ter investimento sustentável ou ela própria tenha que estar num caminho que a torne um bocadinho mais sustentável, isto implica que a empresa tenha que, no fundo, fazer a sua transição. E no caminho da transição, obviamente dependerá das empresas, mas umas mais, outras menos, têm que fazer investimentos para conseguir fazer a tal transição para um modelo de negócios mais sustentável, e têm também, muitas delas, de forma significativa, de fazer a adaptação. Isto porque os riscos climáticos são uma realidade. Todas as empresas têm que lidar com eles. As PMEs não são exceção e, na verdade, qualquer empresa, seja ela mais pequena, maior, PME ou grande empresa, esteja ou não sujeita à questão do reporte. Na verdade, se quiser continuar a financiar-se, a financiar a sua atividade, a financiar os seus investimentos, tem que garantir que ela própria é sustentável, é resiliente.
Exatamente. Hoje em dia, para um banco financiar uma empresa sem ter em consideração os riscos ESG é impensável. Por isso, sem dúvidas.
Alexandre, precisamente neste ponto, e da perspetiva de um banco, neste caso do Novo Banco, como é que tem evoluído, de facto, a procura por linhas de crédito, as ditas verdes, se quisermos, ou indexadas a metas de sustentabilidade?
Sim. Eu diria duas coisas. Em primeiro lugar, que estou completamente de acordo com a visão da Joana.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em observador.pt — o conteúdo pertence a Observador.