Líbano regista 6 feridos em ataque: IDF dizem ter visado combatente sírio
O Ministério da Saúde do Líbano informou que seis pessoas ficaram hoje feridas num ataque israelita, perto da fronteira com a Síria, enquanto as Forças de Defesa de Israel (FDI) afirmaram ter visado um "terrorista sírio" pró-Irão.
Numa região amplamente poupada a este tipo de incidentes desde o cessar-fogo entre Israel e o movimento pró-iraniano Hezbollah, "o ataque israelita perto da localidade de Hawsh al-Sayyed Ali, no distrito de Hermel, fez seis feridos — cinco cidadãos sírios (duas mulheres entre eles) e um libanês", detalhou o ministério.
A Agência Nacional de Informação (ANI) libanesa informou que "um drone militar inimigo teve como alvo um carro" na localidade.
As FDI declararam ter atingido "um terrorista sírio" identificado como Yusuf Ali al-Hassoun, que "operava sob a direção do regime iraniano e preparava ataques terroristas contra civis e soldados israelitas que atuam no sul da Síria".
O exército "continuará a agir para eliminar as ameaças imediatas em todas as frentes", acrescentaram as FDI.
Desde a deposição do líder sírio Bashar al-Assad, em dezembro de 2024, Israel realizou centenas de ataques na Síria e enviou tropas para uma zona tampão — sob controlo da ONU — que separava as forças israelitas e sírias nos Montes Golã desde 1974.
O país realizou também, em diversas ocasiões, incursões mais profundas em território sírio, chegando a capturar residentes, e prometeu manter tropas no sul da Síria, onde exige a criação de uma zona desmilitarizada.
Na segunda-feira, o exército israelita declarou ter morto um atacante num posto militar na zona que ocupa no sul da Síria.
Bashar al-Assad era aliado do Irão e do grupo libanês pró-Irão Hezbollah, que arrastou o Líbano para a guerra no Médio Oriente em março, ao atacar Israel.
O Estado de Israel ripostou com intensos ataques aéreos e uma invasão terrestre, causando mais de 4.300 mortos, segundo Beirute.
Israel continua a ocupar vastas áreas do sul do Líbano, onde combate o Hezbollah.
Em conformidade com um acordo-quadro assinado entre o Líbano e Israel em junho, sob mediação norte-americana, que prevê o desarmamento do Hezbollah, as tropas libanesas deverão posicionar-se no sul após uma retirada gradual das forças israelitas No entanto, a implementação deste acordo-quadro, que põe fim a um conflito de décadas, tem vindo a estagnar.
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