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Sondagem: Reservistas israelitas preferem votar em opositor de Netanyahu

Notícias ao Minuto - Mundo ·
Sondagem: Reservistas israelitas preferem votar em opositor de Netanyahu

D e acordo com a sondagem, o partido de direita Yashar recebe 19% das preferências dos inquiridos, contra 13% dos que tencionam votar no Likud, partido do primeiro-ministro israelita, Benjamin Netanyahu, e maioritário no seu Governo de coligação com a extrema-direita.

O estudo do jornal Yedioth Ahronoth reproduzido pela agência noticiosa espanhola EFE, indica que, contabilizado apenas o apoio dos reservistas, Gadi Eisenkot conquistaria 33 dos 120 lugares do Knesset (parlamento) contra 22 do Likud.

A seguir, nas preferências dos reservistas, está a coligação de oposição Juntos, dos ex-primeiros-ministros Naftali Bennett e Yair Lapid, com 10%, enquanto o Yisrael Beytenu (Israel é a Nossa Casa), partido nacionalista, de direita e secular, dirigido pelo deputado Avigdor Liberman, recebe 8%.

Depois, surge, entre as intenções de voto dos reservistas, o Poder Judaico, partido de extrema-direita do ministro da Segurança Nacional, o ultranacionalista Ben Gvir, com 7%.

Próximos do limite eleitoral, mas ainda com hipóteses de conquistar lugares, estão o Sionismo Religioso, liderado pelo ministro das Finanças, Bezalel Smotrich, outro político radical de extrema-direita, com 5%, e o partido social-democrata sionista Os Democratas, chefiado pelo antigo general Yair Golan.

Um dos principais fatores que influenciam o voto dos reservistas nas próximas legislativas em Israel é o recrutamento de judeus ultraortodoxos, que historicamente beneficiam de uma isenção altamente controversa do serviço militar obrigatório.

Esta isenção é especialmente sensível numa fase em que Israel está envolvido em múltiplas frentes ativas de conflito, quando a restante população, salvo raras exceções, deve servir entre os 18 e os 29 anos (homens) ou 26 anos (mulheres).

No estudo do Yedioth Ahronoth, 70% dos inquiridos afirmam que esta questão influencia muito ou bastante o seu voto e 63% defendem o recrutamento em massa dos ultraortodoxos.

Em 2024, o Supremo Tribunal de Israel revogou a isenção histórica que lhes foi concedida, mas o Governo ainda não regulamentou o recrutamento nem concedeu uma nova desobrigação do serviço militar para a minoria ultraortodoxa.

Além disso, 42% dos inquiridos apoiam o recrutamento geral de árabes-israelitas, a população palestiniana que vive em Israel com documentos de Israel.

O jornal Yedioth Ahronoth estima que existam mais de 300.000 reservistas em Israel, numa população total de cerca de 10,2 milhões.

No entanto, o número de reservistas em Israel não é público e, quando contactada pela EFE, as forças armadas recusaram-se repetidamente a divulgá-lo.

Após o início da guerra lançada em 28 de fevereiro com os Estados Unidos contra o Irão, Israel aprovou um plano para mobilizar até 400 mil reservistas.

Estes militares fora de serviço constituem uma parte importante da sociedade, uma vez que, após cumprirem o serviço obrigatório, podem ser convocados em situações de necessidade.

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Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em www.noticiasaominuto.com — o conteúdo pertence a Notícias ao Minuto - Mundo.

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