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Pingo Doce acusado de alterar horários de trabalhadores

Observador ·
Pingo Doce acusado de alterar horários de trabalhadores

O Sindicato dos Trabalhadores do Comércio, Escritórios e Serviços de Portugal (CESP) acusa o Pingo Doce de ter unilateralmente alterado os horários das Cozinhas Centrais em Odivelas e a cadeia de supermercados nega categoricamente, afirmando cumprir a lei.

“A empresa decidiu unilateralmente alterar os horários dos trabalhadores em maio, incluindo trabalhadores com responsabilidades parentais “, afirmou a dirigente sindical do CESP Sandra Valverde, quando questionada pela Lusa sobre o tema.

O CESP pediu “de imediato reunião com a empresa desse local de trabalho, à qual a empresa afirmou que esta tinha decidido alterar os horários de todos os trabalhadores incluindo os trabalhadores com responsabilidades parentais, ou seja, a empresa não teve em conta o horário flexível já praticado pelos trabalhadores”, apontou Sandra Valverde, que referiu ter sido feita uma denúncia à Autoridade das Condições de Trabalho (ACT), da qual aguarda resposta.

O Pingo Doce “nega categoricamente a existência de qualquer alteração unilateral aos horários de trabalho e reafirma o seu respeito integral pela legislação laboral em vigor, designadamente os direitos associados à parentalidade”, disse fonte oficial quando contactada pela Lusa.

A empresa, acrescentou a mesma fonte, “empenha-se na promoção de soluções equilibradas e ajustadas às necessidades dos colaboradores, das equipas e da operação”.

Segundo fonte da cadeia de supermercados do grupo Jerónimo Martins, “foi implementado, no dia 4 de maio, um novo modelo de organização de horários nas cozinhas centrais de Odivelas e de Aveiro, uma medida que abrange mais de 500 colaboradores”.

Este modelo, prossegue fonte oficial do Pingo Doce, “assente em horários e folgas fixas, foi introduzido com o objetivo de reforçar a estabilidade, previsibilidade e equidade na gestão dos tempos de trabalho, promovendo melhores condições para a conciliação entre a vida profissional e pessoal e contribuindo para o bem-estar das equipas”.

Além disso, “a sua implementação foi previamente comunicada a todos os colaboradores no início de março, em diferentes momentos de contacto, incluindo reuniões individuais”, segundo a empresa.

A dirigente sindical do CESP disse não saber quantificar os trabalhadores envolvidos: “Dois dos trabalhadores e nossos sócios foram impedidos de entrar ao serviço no seu horário habitual, um às 09h00 e outro às 10h00, estas situações já deram entrada em Tribunal”.

Ao longo deste processo, “foram analisadas situações específicas, nomeadamente de colaboradores com responsabilidades parentais, garantindo o seu enquadramento no novo modelo de horários, em linha com o previsto na lei”, pelo que “é falso que a companhia não tenha acautelado soluções para os dois referidos colaboradores”, referiu o Pingo Doce.

“A todos os colaboradores com filhos menores de 12 anos foram apresentadas soluções para que se enquadrassem no horário em vigor mais adequado à sua situação familiar”, reiterou a mesma fonte oficial.

Na presente data, “não temos conhecimento de qualquer ação judicial relativa a este assunto em que o Pingo Doce seja parte”, acrescentou.

A falta de trabalhadores “é gritante e como a empresa não contrata

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Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em observador.pt — o conteúdo pertence a Observador.

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