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Buscas hoje e eleições para ontem: Que há na Ucrânia? Quem é ex-ministro?

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Buscas hoje e eleições para ontem: Que há na Ucrânia? Quem é ex-ministro?

M ykhailo Fedorov ocupou o cargo de ministro da Defesa da Ucrânia por seis meses, mas deixou a sua marca - não só entre bilionários como Elon Musk, como também entre o povo ucraniano, que na altura do seu afastamento do cargo saiu às ruas em protesto. Cerca de um mês depois de deixar de ser ministro, Fedorov representa agora um desafio em tempos de guerra - já que na terça-feira pediu eleições no país.

"A democracia não pode ser refém da Rússia" , diz num vídeo publicado e durante o qual acrescenta que a Ucrânia está a lutar "precisamente porque quer continuar a ser um Estado europeu livre".

Note-se que as eleições estão suspensas desde o início da invasão russa em grande escala, que começou em fevereiro de 2022. Sob a lei marcial, de acordo com a legislação ucraniana, a realização de eleições é proibida.

No vídeo, Fedorov não menciona o presidente da Ucrânia, que ainda não se pronunciou acerca desta ideia de ir às urnas. À BBC, uma fonte do gabinete de Volodymyr Zelensky considerou, no entanto, que era "altamente bizarro planear eleições no meio de mísseis e drones. Isto demonstra uma total falta de realismo".

"Não podemos deixar que [o presidente russo, Vladimir] Putin, decida quando é que os ucranianos poderão escolher o seu governo", prosseguiu Fedorov na sua mensagem, em que incluiu a democracia nos motivos que levam o seu país a lutar, recomendando que não seja encarada como "um luxo" reservado aos tempos de paz.

No seu discurso, o antigo governante pediu também aos titulares de cargos públicos que sejam transparentes e prestem contas, em referência aos casos de corrupção que abalaram o país nos últimos anos e atingiram em particular o setor da Defesa, alertando para o seu impacto na dotação de meios ao exército para combater a invasão russa.

Fedorov disse ontem que "as pessoas não podem viver indefinidamente num Estado onde não compreendem porque é que certas decisões são tomadas", e, no seu discurso, não sinalizou qualquer plano para o seu futuro. Apesar de o antigo governante de 35 anos não ter declarado explicitamente a sua intenção de concorrer contra Zelensky. apresentou o desafio mais sério até agora, na medida em que defende que haja "um Estado onde as instituições sejam mais fortes do que os nomes".

O afastamento de Fedorov, em meados de julho, terá acontecido sobretudo devido à tensão entre este e o chefe do exército de então, Oleksandr Syrsky. Fedorov recusou a proposta de Zelensky para se tornar vice-primeiro-ministro para a inovação militar e, num comunicado citado pela agência de notícias Ukrinform, sustentou que apenas o presidente, o chefe do Exército e o ministro da Defesa têm uma influência decisiva sobre o rumo da guerra: "É por isso que não aceitarei qualquer outro cargo que não seja o de ministro da Defesa".

Logo depois, milhares de ucranianos protestaram contra a saída de Fedorov do cargo. Numa das manifestações, uma das pessoas que exigia o seu regresso contava à Agência France-Presse que queria que "um gestor eficiente".

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Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em www.noticiasaominuto.com — o conteúdo pertence a Notícias ao Minuto - Mundo.

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