Com que frequência é que liberta gases? Esta roupa interior inteligente para a flatulência pode dizer-lhe isso (e muito mais)
Agora, há uma roupa interior inteligente que defende a importância de prestar mais atenção ao que sai do nosso corpo. Os criadores dizem esperar que a monitorização da flatulência possa ajudar a fornecer aos investigadores novas informações em relação à saúde digestiva — inclusive a maneira como os gases de uma pessoa oferecem pistas sobre o que está a acontecer no intestino.
Brantley Hall, que é o cérebro por detrás desta roupa interior inteligente, é professor associado do departamento de biologia celular e genética molecular da Universidade de Maryland. À CNN, conta que a "missão final da equipa é ajudar as pessoas a consumir dietas ricas em fibras, com menos gases intestinais".
Nos Estados Unidos, por exemplo, estima-se que 95% dos americanos não consomem fibra suficiente. Este nutriente desempenha um papel fundamental na saúde digestiva, na regulação do açúcar no sangue e do colesterol e na manutenção de um microbioma intestinal saudáve – o microbioma é a comunidade de bactérias benéficas e outros microrganismos que vivem no seu sistema digestivo.
Ainda assim, para algumas pessoas, comer mais fibra também significa produzir mais gases, sobretudo numa fase inicial. Quando ingerimos fibras, os micróbios intestinais fermentam-nas, o que resulta na produção de gases como o hidrogénio — e estes gases acabam por se transformar em flatulência.
Ao estudar quem produz mais ou menos gases, e o modo como a flatulência muda com a própria dieta, os investigadores têm como objetivo compreender como os micróbios respondem a diferentes alimentos e porque é que algumas pessoas conseguem tolerar bem dietas ricas em fibras, enquanto outras acabam a ter de lutar contra os gases.
A roupa interior inteligente é o primeiro “wearable” [vestível, em português] concebido para medir a flatulência humana. O dispositivo de medição é um pequeno disco que se encaixa na parte de trás da roupa interior de uma pessoa. Em seguida, utiliza pequenos sensores eletroquímicos para detetar hidrogénio, fornecendo informações sobre a flatulência do utilizador. Os resultados contribuem para o Human Flatus Atlas [Atlas da Flatulência Humana], que é um projeto de investigação que recrutou pessoas de todo o mundo – que, além de utilizarem este dispositivo inteligente, têm de documentar cada refeição que comem.
Mesmo não sendo um dispositivo médico, os investigadores consideram que a tecnologia poderá vir a ter aplicações na medicina, entre elas, ajudando os cientistas a identificar sinais precoces de problemas gastrointestinais.
Hall refere que a equipa tem a expectativa de ajudar as pessoas “que vão ao médico e dizem: ‘Sinto-me inchado, ou ‘sinto gases’, ou ‘sinto dores abdominais’”.
Uma vez que passa a ser possível medir objetivamente a produção de gases, não confiando apenas nas perceções das pessoas, Hall destaca que tanto ele como os outros investigadores podem desenvolver um melhor trabalho no sentido da compreensão dos problemas digestivos.
Não existe um padrão universal sobre a quantidade de gases que é normal alguém soltar por dia, em parte porque isso varia muito de pessoa para pessoa.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em cnnportugal.iol.pt — o conteúdo pertence a CNN Portugal.