EUA têm armas em órbita? China defende uso pacífico do espaço
O porta-voz do Ministério dos Negócios Estrangeiros chinês Guo Jiakun afirmou, numa conferência de imprensa, que Pequim sempre defendeu a segurança espacial e opôs-se à militarização e à transformação do espaço num campo de batalha.
"Pedimos aos Estados Unidos que deixem de expandir a presença militar no espaço e salvaguardem, através de ações concretas, a estabilidade estratégica global", afirmou o porta-voz, que não esclareceu se a China dispõe deste tipo de armamento em órbita.
Guo disse que Pequim espera que o espaço se torne "uma plataforma de cooperação e benefício mútuo para a humanidade" e afirmou que a China está disposta a trabalhar com todos os países na exploração e utilização pacíficas daquele domínio.
O diplomata reiterou ainda a oposição chinesa à militarização do espaço e defendeu a promoção do progresso científico e tecnológico no setor.
Na segunda-feira, o secretário da Força Aérea norte-americana, Troy Meink, afirmou estar em curso um reforço da "preparação perante as ameaças existentes", acrescentando que os Estados Unidos "têm armas de controlo espacial em órbita capazes de defender a Força Conjunta contra ações hostis dos adversários" .
Meink referiu que estas armas destinam-se a proteger as forças norte-americanas de ações hostis, embora a Força Aérea não tenha especificado que sistemas estão atualmente em órbita, quantos existem ou quando foram colocados no espaço.
A China, por sua vez, estabeleceu como objetivo realizar uma missão tripulada à Lua antes de 2030 e avançar com a construção de uma futura base de investigação no polo sul lunar.
O secretário da Força Aérea, Troy Meink, confirmou que a Força Espacial têm armas posicionadas em órbita, notando que a iniciativa se prende com o facto de a China e a Rússia também terem presença no Espaço.
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