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IL diz que classe média foi abandonada por PS e PSD e está "sob ataque"

CNN Portugal ·
IL diz que classe média foi abandonada por PS e PSD e está "sob ataque"

A líder da Iniciativa Liberal considerou este sábado que a classe média está "sob ataque" e se tornou “invisível” para os governantes, acusando o PS e o PSD de a terem “abandonado” porque “deixou de pesar nas urnas” como antes.

“A classe média está sob ataque. E é ignorada por quem nos governa. E sabem porquê? Eu digo-vos: Porque a classe média há muito deixou de pesar nas urnas como pesava antes. Encolheu. Em número e em rendimento, poder de compra e qualidade de vida. E a tática eleitoral fala mais alto”, sublinhou Mariana Leitão.

Para a líder dos liberais, que discursava em Quarteira, no evento que marca a 'rentrée' do partido, “onde há votos, há promessas”, mas onde “há menos votos, há desprezo” e, atualmente, “ninguém fala” nem “defende a sério” a classe média, apesar de ser esta que cria riqueza e que faz um país desenvolver-se, restando-lhe pagar “sem receber nada” em troca.

“A classe média foi abandonada pelo PS e pelo PSD. E sabe, sabe bem, que do Chega só vem mais Estado e mais incompetência. E sem uma classe média forte, não há Portugal capaz de competir com ninguém”, insistiu, acusando ainda o Estado de estar a ser um “mau gestor” do dinheiro público e deixando críticas ao primeiro-ministro.

“O Luís [Montenegro] prometeu trabalhar, prometeu mudança, prometeu reformar o Estado, a saúde, a habitação. Prometeu baixar impostos. Prometeu, prometeu, prometeu e não cumpriu. A sua grande medida é um fundo soberano para comprar uma parte da REN e outras empresas. Um fundo que não vai ser pago por nenhuma riqueza natural, (…) mas, sim, com o suor do nosso trabalho. Desculpem, mas isto só tem um nome. É confisco. E eu não posso aceitar isso”, referiu a líder da Iniciativa Liberal (IL).

No seu discurso, Mariana Leitão apresentou três medidas para esta legislatura, nomeadamente, insistir na necessidade de simplificar e baixar o IRS, acabar com a burocracia, que classificou como o “pior imposto que existe” e, por último, defender uma reforma do sistema de pensões que permita aos jovens “terem opções, pouparem e serem donos” do seu futuro.

“Aquilo que cada português desconta todos os meses deve ficar dentro de um sistema transparente. Tem de passar a entrar numa conta com o nome dele. Uma conta que possa abrir e consultar. Onde veja quanto tem, quanto rendeu, e com quanto pode contar. A isto chama-se capitalização. E é isso que continua a faltar neste país”, argumentou.

Mariana Leitão antecipou que a defesa desta medida vai provocar um “ataque” por parte de outros quadrantes políticos, um ataque que, diz, é “o mesmo de sempre: o da privatização”.

E acrescentou: “É mais uma mentira [de que a IL quer privatizar a Segurança Social] de quem quer manter tudo como está”.

“Não há privatização nenhuma da Segurança Social. A pensão continua garantida a todos os que trabalharam uma vida inteira, e aos que por doença, ou por desemprego, não conseguiram garantir a sua subsistência.

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Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em cnnportugal.iol.pt — o conteúdo pertence a CNN Portugal.

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