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Moçambique alerta para inundações com descargas programadas em barragem sul-africana

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Moçambique alerta para inundações com descargas programadas em barragem sul-africana

A Direção Nacional de Gestão de Recursos Hídricos (DNGRH) de Moçambique alertou hoje para o risco moderado de inundações na bacia do rio Maputo devido às descargas programadas da barragem de Pongolapoort, província sul-africana de KwaZulu-Natal.

Segundo um comunicado da instituição, a barragem inicia as descargas em 02 de novembro, com um caudal máximo previsto de 700 metros cúbicos por segundo até 08 de novembro, operação destinada ao "reabastecimento dos reservatórios das planícies adjacentes".

A DNGRH avisa que "as descargas aumentarão o caudal do rio Maputo" e que, na estação hidrométrica de Madubula, no posto administrativo de Catuane, distrito de Matutuíne, "o nível de água poderá atingir dois metros acima do nível de alerta a partir do dia 13 de novembro", afetando essencialmente o extremo sul de Moçambique.

De acordo com a autoridade, a subida dos caudais poderá "inundar campos agrícolas ribeirinhos e condicionar a circulação rodoviária nos povoados em Catuane, Salamanga e Tinonganine".

Face à situação, a DNGRH recomenda às comunidades ribeirinhas que "evitem a travessia do leito do rio" e que "redobrem os cuidados na circulação rodoviária nas zonas afetadas".

O organismo apela ainda à proteção antecipada da produção agrícola, recomendando que os produtores procurem "identificar as machambas [campos agrícolas] em risco, antecipar as colheitas possíveis em condições de segurança e adiar novas sementeiras nas áreas suscetíveis de inundação".

Exorta igualmente as populações a "acompanhar a informação hidrológica e seguir as orientações das entidades competentes".

O alerta é emitido poucos meses após uma das épocas chuvosas mais severas dos últimos anos em Moçambique, sobretudo também no sul do país.

Dados do Instituto Nacional de Gestão e Redução do Risco de Desastres (INGD), divulgados em maio, indicam que as chuvas, cheias e tempestades registadas entre outubro de 2025 e abril de 2026 provocaram 311 mortos, 17 desaparecidos e 352 feridos.

No total, quase 1,075 milhões de pessoas, correspondentes a 246.906 famílias, foram afetadas em todo o país.

As cheias constituíram um dos fenómenos mais destrutivos do período. Só as inundações de janeiro causaram 43 mortos, 147 feridos e nove desaparecidos, afetando 715.716 pessoas, naquele que foi o episódio mais grave da época chuvosa.

Segundo os dados do INGD, 211.678 habitações ficaram inundadas, enquanto 15.266 casas foram totalmente destruídas e outras 30.247 sofreram danos parciais.

Os efeitos estenderam-se igualmente às infraestruturas, com 9.516 quilómetros de estradas danificados, além de 52 pontes e 237 aquedutos afetados.

Pelo menos 790 escolas, 304 unidades sanitárias e 98 locais de culto sofreram igualmente impactos.

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Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em www.rtp.pt — o conteúdo pertence a RTP Notícias.

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