Barcelona cria residências LGBTI+ para que idosos não vivam no armário
S er uma pessoa homossexual nem sempre foi (e ainda não o é) fácil. As gerações mais velhas que cresceram numa época em que a sexualidade era vista como um tabu, não viram a sua vida facilitada, porém, agora, em Barcelona, Espanha, podem encontrar um local seguro para passarem o fim dos seus dias, sem medo de assumirem quem são.
A ideia é de Maite Frías, diretora de residências para séniores desta cidade espanhola, depois de ter percebido que alguns dos seus residentes não conseguiam viver plenamente a sua identidade e voltavam, na reta final da sua vida, para um armário do qual tinham conseguido sair.
A pensar nisso, a mulher decidiu transformar o seu centro numa referência no respeito pelos direitos das pessoas LGBTI+ na terceira idade, uma ideia que lhe valeu esta semana um reconhecimento pelo seu trabalho, refere o El Periódico.
Nestas residências sénior, muitos dos idosos que nunca se sentiram integrados podem agora encontrar um lugar para viver onde são aceites tal qual como são.
Muitos destes homens e mulheres foram protagonistas dos primeiros movimentos que lutaram pelos direitos LGTBIQ+ há décadas, recorda, por sua vez, a Telecinco. "Há 50 anos, estas pessoas fizeram parte dos primeiros movimentos que abriram caminho para os direitos numa sociedade em que estes não existiam", dizem os responsáveis da residência, considerando especialmente importante reconhecer agora a sua luta e garantir-lhes uma velhice digna.
Carmen, de 89 anos, é uma das residentes deste espaço. "Sou uma mulher que gosta de mulheres; não é assim tão difícil de compreender, pois não?", questiona a antiga enfermeira.
Para criar um ambiente de convívio e respeito, os funcionários da residência recebem formação específica sobre diversidade e inclusão. O objetivo é que nenhum residente tenha de voltar a esconder a sua identidade ao entrar numa residência para idosos.
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