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Destino do carbono no Ártico: Portuguesa vai em expedição à Noruega

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Destino do carbono no Ártico: Portuguesa vai em expedição à Noruega

É na FCUL que Catarina Guerreiro faz investigação e na sua primeira expedição ao Ártico espera aprofundar o estudo do fitoplâncton calcificante e do seu papel no transporte do carbono da superfície para o interior do oceano.

A expedição, que inclui também cientistas de Espanha, Alemanha, Dinamarca, França, Reino Unido e China, partiu em 02 de agosto de Reiquiavique, capital da Islândia, a bordo do navio oceanográfico "Odón de Buen", e tem chegada prevista a 03 de setembro às ilhas de Svalbard, na Noruega.

Liderada pelo Instituto de Oceanografia e Alterações Climáticas da Universidade de Las Palmas de Gran Canaria, em Espanha, a missão pretende compreender melhor "de que forma a dinâmica do oceano influencia as comunidades de plâncton e, através delas, a captação de carbono nas águas superficiais e a sua subsequente transferência para o interior do oceano", descreve em comunicado a FCUL.

No Ártico, o processo "assume particular importância", uma vez que este oceano gelado está a ter "alterações rápidas na temperatura, cobertura de gelo, estratificação e circulação oceânica".

Na expedição, Catarina Guerreiro vai focar-se no que tem sido o seu objeto de estudo, os cocolitóforos e outros organismos do plâncton calcificante, que "utilizam o carbono dissolvido na água do mar para produzir 'carapaças' de carbonato de cálcio, que revestem as suas células ou envolvem o próprio organismo, e que, após a sua morte, podem afundar, transportando carbono da superfície para o interior do oceano".

"Ao associarem-se a agregados de matéria orgânica, estas estruturas calcárias podem ainda favorecer o afundamento desses agregados, influenciando a quantidade de carbono orgânico que chega ao oceano profundo", adianta a FCUL.

Para a investigadora portuguesa, integrada no Instituto Dom Luiz e no Centro de Ciências do Mar e do Ambiente da FCUL, a participação na expedição representa uma oportunidade para comparar os dados recolhidos no Ártico com observações realizadas noutras regiões oceânicas, incluindo o também gelado oceano Antártico.

A capacidade de os oceanos armazenarem carbono, ameaçada a um ritmo cada vez maior pelo aquecimento global, permite regular as concentrações de dióxido de carbono (gás com efeito de estufa) na atmosfera e estabilizar o clima do planeta.

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