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Ministro atribui aumento de colocados a mudança nas regras

Observador ·
Ministro atribui aumento de colocados a mudança nas regras

O ministro da Educação afirmou esta segunda-feira que o aumento do número de estudantes que entraram no ensino superior na 1.ª fase de acesso não representou uma surpresa e que foi o resultado expectável da reposição de regras.

“A previsão que tínhamos cumpriu-se”, sublinhou Fernando Alexandre, em entrevista à RTP, a propósito do número de estudantes colocados na 1.ª fase do Concurso Nacional de Acesso ao Ensino Superior (CNAES).

Entre os mais de 60 mil candidatos, 49.991 jovens conseguiram colocação numa instituição de ensino superior pública, mais 6.092 do que em 2025, quando o número de colocados foi o mais baixo desde 2017.

82,6% dos candidatos entraram no Ensino Superior. Veja aqui se é um dos 49.991 colocados

Na altura, o ministro da Educação, Ciência e Inovação justificou a quebra com a aplicação de novas condições de conclusão do ensino secundário e de acesso ao ensino superior, que exigiam, pelo menos, duas provas de ingresso.

Quase 50 mil estudantes colocados na 1.ª fase do acesso ao Ensino Superior. Menos 42% de vagas na 2.ª fase que em 2025

“Para nós, não houve surpresa nenhuma”, afirmou esta segunda-feira Fernando Alexandre, lembrando que o número de estudantes colocados no domingo acompanha os resultados dos concursos entre 2020 e 2024.

Em 2020 — ano em que foram adotadas regras excecionais para a conclusão do ensino secundário e ingresso no superior devido à pandemia de covid-19 — as colocações na 1.ª fase do CNAES ultrapassaram as 50.900, rondando as 49 mil nos anos seguintes, à exceção de 2025, quando caíram para 43.899.

Questionado se o elevado número de pedidos de reapreciação de provas realizadas na 1.ª fase dos exames nacionais do ensino secundário poderá explicar igualmente o aumento de candidaturas e colocações no ensino superior, Fernando Alexandre afastou a hipótese.

Devido às falhas no processo de classificação dos exames nacionais — pela primeira vez avaliados em formato digital — e na divulgação das notas, o número de pedidos de reapreciação triplicou face a anos anteriores.

Ainda assim, as tendências no resultado dessas reapreciações mantiveram-se e cerca de 76% dos alunos melhoraram a classificação, uma percentagem próxima da registada habitualmente, que ronda os 70%, segundo o ministro.

Por outro lado, o governante reconhece que, em resultado das alterações ao modelo de classificação, muitos estudantes que obtiveram 9,4 valores e estavam assim impedidos de concorrer ao ensino superior, beneficiaram da reapreciação.

“Só por aí é que eu vejo um efeito das reapreciações, mas (…) a grande mudança foi, de facto, passarmos das duas provas mínimas [mínimo exigido] de ingresso para uma prova mínima”, insistiu.

De acordo com o Instituto para o Ensino Superior, dos 1.519 cursos que podiam fixar apenas uma prova de ingresso, 88% fizeram-no.

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Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em observador.pt — o conteúdo pertence a Observador.

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