Turismo precisa apostar em mercados de longo curso e qualificar mão-de-obra
O turismo em Portugal não precisa de mudar de rota, mas urge apostar em mercados de longo curso como Argentina ou Canadá, e qualificar a mão-de-obra no setor, defendeu hoje, no Porto, o presidente da Turismo Porto e Norte.
"Nós [Turismo do Porto e Norte] não queremos mudar de rumo, porque estamos a crescer a nível nacional e de forma muito interessante", declarou Luís Pedro Martins, presidente da Turismo do Porto e Norte de Portugal (TPNP), um dos oradores principais do terceiro debate do ciclo "Encontros Lusa", que decorreu hoje ao final da tarde, na Casa dos Vinhos Verdes, no Porto, com a conferência intitulada "Turismo: É preciso mudar de Rota?".
Apesar do turismo em Portugal não precisar de mudar de rota, Luís Pedro Martins alertou que o setor tem de continuar a lançar "sementes", porque os conflitos de guerra e as alterações geopolíticas alteram as escolhas dos destinos dos turistas.
Segundo o presidente da Turismo do Porto e Norte de Portugal, o cenário futuro no turismo português deveria passar por uma aposta em mercados de longo curso como está a fazer a região do Porto e Norte, participando em 'road-shows' com operadores, participando em feiras internacionais e trabalhando em parceria com novas companhias aéreas e outros 'players' do turismo.
"Hoje no nosso top 10 temos três mercados de longa distância", disse, Luís Pedro Martins, referindo estão a trabalhar em novas rotas para o Brasil e EUA.
"México, Coreia do Sul, Argentina, Austrália são destinos que o Porto e Norte está a apostar atualmente.
"Queremos ter resultados nos próximos anos", disse, explicando que se trata de mercados de alto rendimento que podem ficar mais dias no território e aumentar os proveitos no setor.
No que diz respeito ao Aeroporto Internacional Sá Carneiro, no distrito do Porto, Luís Pedro Martins recorda que a estrutura concebida para receber seis milhões de passageiros, recebeu em 2025 "17 milhões de passageiros e que está a crescer entre 7 e 8% ao ano", podendo ir até aos 35 milhões de passageiros, mas só "se houver investimento já", designadamente no parqueamento de aeronaves, nos acessos e no parque de táxis.
O presidente da TPNP também considerou que a Linha do Douro merece que o trabalho de reabilitação seja mais "célere" "Há turistas que querem e não se importam de pagar para andar nesta forma sustentável.
Se tivermos a Linha do Douro devolvida pode ser muito transformadora para o território.
A linha está lá e merecia que esse trabalho fosse mais célere".
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