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Regresso às aulas e a ansiedade de separação: Dos pais ou dos ecrãs?

Diário de Notícias ·

Dos ecrãs? Como assim? Sim, há crianças a frequentar o ensino pré-escolar e o 1.º ciclo do ensino básico a revelar sinais de ansiedade de separação, não do adulto enquanto figura de vinculação, mas do seu ecrã de referência, que pode ser o tablet do próprio ou o telemóvel dos pais.

Levam o ecrã até à entrada na escola e não o querem largar! A inquietude associada à separação do pai ou da mãe, para ficar no espaço escolar, pode ser natural nos primeiros dias.

Esta é uma fase de transição entre o período de férias e o estabelecimento de uma nova ligação com os professores e os colegas e, para algumas crianças, pelas características individuais e do contexto, é um desafio exigente para a sua regulação emocional.

É importante criar despedidas curtas, calmas e previsíveis, validando sempre a emoção da criança, com uma rotina de reencontro.

E, ainda, pode ser útil usar um objeto de ligação.

Um tablet? Um telemóvel? Não.

Os objetos de ligação devem ser simples e reconfortantes – por exemplo, um boneco, uma pulseira, um lenço, um desenho.

Algo que a criança goste, use e se sinta ligada.

Não obstante, se os ecrãs no contexto familiar estão a ser usados como reguladores emocionais, isto quer dizer que a criança usa o jogo, os vídeos ou as redes sociais para acalmar o que sente, seja o tédio, a tristeza, a frustração, a solidão ou a ansiedade.

O ecrã passa a ser o seu melhor amigo, a sua companhia.

Quando o ecrã lhe é retirado, todas as suas emoções ficam à flor da pele.

Os ecrãs dão estímulos rápidos, frequentes e imprevisíveis que ativam no cérebro os circuitos da recompensa associados à dopamina, e como tal reforçam a necessidade de ficar.

O momento de parar, de sair do ecrã, pode causar irritação e ansiedade.

Associar o uso dos ecrãs ao acordar e à ida para a escola tem este efeito negativo.

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Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em www.dn.pt — o conteúdo pertence a Diário de Notícias.

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