Piloto dos EUA recorda momentos antes de resgate no Irão
Um dos dois tripulantes do caça F-15 abatido por um míssil sobre o Irão, em abril deste ano, partilhou, pela primeira vez, detalhes sobre os momentos que antecederam e sucederam a sua operação de resgate, que envolveu centenas de militares e agentes dos serviços de informações norte-americanos.
Em entrevista ao programa da CBS 60 Minutes, “Bravo”, identificado apenas pelo indicativo de chamada para proteger a sua identidade, contou que, depois de se ter ejetado, o paraquedas ficou danificado com o impacto e que, durante a queda, fez tudo o que pôde para “desdobrar ou soltar pedaços do paraquedas”.
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“Queda livre é uma boa forma de descrever”, disse o oficial de sistemas de armas do F-15 durante a entrevista, acrescentando que a velocidade com que atingiu o solo foi entre os 113 e os 161 quilómetros por hora. “A dado momento, quando olhei para cima e não vi o paraquedas, foi a coisa mais assustadora que já vi”.
A queda provocou-lhe fraturas nas costas, num braço e num ombro, além de uma lesão no tornozelo. Apesar dos ferimentos, o militar conseguiu caminhar e subir até 2.100 metros até ao topo de uma montanha, receando ser localizado pelas forças iranianas. Mais tarde, escondeu-se sozinho numa fenda durante várias horas , enquanto militares norte-americanos, apoiados por aeronaves, o procuravam.
Equipado apenas com uma pistola, um dispositivo de comunicação e um rastreador, “Bravo” foi resgatado cerca de 50 horas depois do abate do caça por uma equipa de elite da Força Aérea norte-americana, a aproximadamente 300 quilómetros das linhas inimigas . Já o piloto da aeronave, identificado como “Alpha”, foi localizado e retirado da zona apenas seis horas depois.
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“Assim que encontrei um lugar que me pareceu seguro, comecei a restabelecer as comunicações”, afirmou o oficial de sistemas de armas do F-15. “Quando consegui refletir sobre tudo o que tinha acontecido, enviei a mensagem ‘Deus é bom’”, acrescentou, referindo-se à primeira mensagem que conseguiu transmitir.
Segundo a CNN , o resgate do tripulante incluiu forças de operações especiais como a Delta Force do Exército e a SEAL Team Six da Marinha. Foi também orquestrada uma campanha de desinformação prévia para enganar o Irão, cujos líderes tinham oferecido uma recompensa pela captura do piloto .
“Bravo” afirmou que o momento em que viu as equipas de resgate aproximarem-se da montanha onde estava escondido foi “um dos maiores momentos” da sua vida. “Não sei como expressar isto de forma mais clara do que ‘obrigado’ por tudo o que fizeram”, acrescentou. O militar descreveu ainda a sua sobrevivência como “um milagre”.
A operação de resgate do oficial de sistemas de armas do F-15 ocorreu cerca de cinco semanas após o início da guerra com o Irão, na sequência da ofensiva lançada pelos Estados Unidos e por Israel.
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