Nota subiu em 75% dos exames da 2.ª fase que foram reavaliados
Três em cada quatro pedidos de reapreciação dos exames nacionais subiram de nota, segundo os dados do Ministério da Educação relativos à 2.ª fase dos exames do ensino secundário.
Na segunda-feira, as escolas afixaram os resultados dos processos de reapreciação relativos à 2.ª fase: “Dos 2.563 pedidos, em 1.928 (75,2%) verificou-se uma subida da classificação”, revela a tutela numa nota enviada às redações.
Já um em cada 10 pedidos de reapreciação (9,9%) traduziu-se numa descida da nota, enquanto nos restantes 381 pedidos a nota manteve-se inalterada, refere o ministério.
Este ano aumentaram os pedidos de reapreciação das provas devido às falhas verificadas durante o processo de classificação digital dos exames em formato digital, por causa de relatos de problemas como folhas de provas perdidas ou páginas de alunos trocadas.
Na 1.ª fase, os pedidos de reapreciação das notas do secundário mais do que triplicaram, ultrapassando os 21 mil pedidos, uma subida drástica face aos cerca de 6.200 pedidos registados no ano anterior.
O Ministério identificou também casos de escolas que enviaram os exames nacionais fora de prazo, “já após a sua recolha formal e entrega pelas forças de segurança, o que perturbou os processos da digitalização e da classificação eletrónica e o processo de avaliação externa”.
O caso passou para as mãos da Inspeção-Geral da Educação e Ciência (IGEC), que no final de agosto revelou que tinha detetado também atrasos nos pedidos de reapreciação dos exames nacionais em 69 escolas públicas e privadas, bem como atrasos em 29 escolas na entrega dos exames.
No relatório, a IGEC sublinhava não ter elementos que permitissem sustentar a “existência de atuações deliberadas” e que as ocorrências detetadas resultavam, sobretudo, de “lapsos procedimentais, falhas de verificação e erros operacionais associados aos processos de organização, conferência e expedição da documentação de exame”.
Piores notas na época extraordinária dos exames nacionais Os problemas registados no processo levaram a tutela a criar uma época extraordinária de exames , que decorreu no início deste mês.
As notas dessas mais de 21 mil provas foram hoje afixadas nas escolas e mostram que, em média, as notas desceram quando comparadas com os resultados médios obtidos na 1.º fase dos exames nacionais, com quase metade das disciplinas a descerem de uma média positiva para negativa, segundo dados oficiais.
Se na 1.ª fase apenas a prova de Literatura Portuguesa teve uma média negativa, agora há nove disciplinas com média negativa.
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