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Julgamento de influencer da extrema-direita será retomado "agora", diz BE

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Julgamento de influencer da extrema-direita será retomado "agora", diz BE

“A ‘influencer’ de extrema-direita Cristina Seguí vai ser julgada por ter mentido sobre três dirigentes do Bloco. Cristina Seguí é uma militante de extrema-direita, fundadora do Vox, conhecida por espalhar desinformação e propaganda contra a Esquerda e os movimentos feministas. A comentadora de extrema-direita inventou que Mariana Mortágua teria recebido dinheiro do BES para proteger Ricardo Salgado”, recordou o BE, na rede social X (Twitter).

O partido assinalou que a comentadora “chegou ao ponto de inventar ‘250 mil euros’ entregues à coordenadora do BE no El Corte Inglés”, além de ter difundido “mentiras sobre a vida pessoal de Marisa Matias e inventou uma ligação falsa de Pedro Filipe Soares ao governo da Venezuela”.

“As mentiras sobre os dirigentes do Bloco foram difundidas a partir das redes sociais de Cristina Seguí e partilhadas por André Ventura. O julgamento começa agora e Cristina Seguí está acusada pelo Ministério Público português de ofensas e difamação”, apontou.

O coletivo encabeçado por José Manuel Pureza frisou também que a sua luta “é pela igualdade, pelos direitos humanos e pela verdade”, sendo “com estes valores que [enfrentam] a extrema-direita e as suas mentiras”.

Recorde-se que o MP arquivou o inquérito instaurado ao presidente do Chega, André Ventura, por este ter acusado a então deputada do BE de receber dinheiro do BES, ao republicar tweets de Cristina Seguí, publicados no final de 2021. De facto, a republicação levou Mariana Mortágua a apresentar queixa por difamação, que deu origem à constituição de André Ventura como arguido e ao levantamento da sua imunidade parlamentar.

No despacho, datado de 3 de março de 2023, o MP argumentou que Ventura tinha motivos para considerar credível a publicação de Cristina Seguí, que a revista Visão tinha descrito numa das suas peças como uma antiga hospedeira de Valência “amplificadora de teses conspirativas e ‘fake news'”.

“No concreto contexto em que foi efetuada a publicação, não se vislumbra que o arguido – que, além do mais e pelos motivos que referiu, tinha motivos para atribuir credibilidade à publicação originária – estivesse a imputar factos ou a levantar suspeita sobre Mariana Mortágua, mas sim a pedir-lhe o seu comentário ou reação sobre o assunto”, lia-se no despacho a que a agência Lusa teve acesso.

Para os magistrados, estava “em causa o mesmo tipo de atuação que os deputados da Assembleia da República assumem nos debates que têm lugar no Parlamento, tanto uns relativamente aos outros, como relativamente aos membros do Governo, a propósito de matérias publicadas na comunicação social”.

Por outro lado, o despacho da 5.ª Secção de Lisboa do Departamento de Investigação e Ação Penal (DIAP) considerou que “importa desde logo ter em conta a circunstância – notoriamente conhecida – de os intervenientes nestes autos pretenderem a polos opostos do espetro político nacional”.

Alegava-se ainda no despacho que, “em sede de julgamento, não seria aplicada uma pena ao arguido” André Ventura, pelo que se determinava o arquivamento do inquérito.

Mariana Mortágua confirmou, esta segunda-feira, na SIC Notícias, que apresentou queixa contra o líder do Chega por difamação.

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Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em www.noticiasaominuto.com — o conteúdo pertence a Notícias ao Minuto - Política.

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