INEM cede e mantém 56 ambulâncias e reforça recursos humanos. Técnicos aceitam transferências de doentes e projeto piloto
Afinal, as 56 ambulâncias de emergência médica que integram a rede do INEM “vão ficar integralmente afetas à assistência pré-hospitalar aos cidadãos”.
Esta era uma das principais reivindicações do Sindicato dos Técnicos de Emergência Pré-Hospitalar (STEPH) para desconvocar os dois dias de greve, 14 e 28 de setembro, decretados a 13 de agosto, e foi aceite pelo presidente do INEM, Luís Mendes Cabral, na reunião que decorreu na manhã desta sexta-feira, dia 11, entre sindicato e presidente do INEM com a ministra da Saúde.
Ana Paula Martins, a mediar.
No entanto, e como ficou escrito, estas poderão ser usadas "na transferência de doentes em casos muito pontuais", assumiu ao DN Rui Lázaro, presidente do STEPH.
Greve do INEM desconvocada após reunião no Ministério da Saúde O STEPH tem vindo a defender que o uso destas ambulâncias na transferência de doentes é um desperdício, representando mesmo uma redução na rede de meios diferenciados no socorro ao cidadão.
Assim, estas ambulâncias só serão usadas se “uma Unidade Local de Saúde (ULS) precisar de transferir um doente crítico de um hospital para outro e não tiver forma de o fazer.
Nestes casos, a ULS poderá contactar o INEM para solicitar uma ambulância mas, primeiro, o INEM deve tentar dispensar uma ambulância de reserva dos bombeiros ou de um posto de emergência médica dos bombeiros.
Só no caso de não haver nenhuma destas é que deve ir para uma ambulância da emergência médica.
Como temos vindo a dizer, estas são as ambulâncias mais diferenciadas e fazem falta no socorro ao cidadão, não faz sentido estarem a ser usadas em transferências”, destaca Rui Lázaro.
Por outro lado, o STEPH aceitou que o INEM avance com o projeto piloto que visa alterações na rede das 46 ambulâncias de Suporte Imediato de Vida (SIV).
Outra das reivindicações que os técnicos diziam não abdicar para um acordo.
O STEPH defendia que avançar com um projeto piloto com 15 ambulâncias para transformação em carros ligeiros era também uma forma de reduzir meios, sobretudo em zonas em que praticamente não existem e é difícil chegar.
Daí que tenham proposto que o projeto avançasse apenas com cinco ambulâncias, mas acabaram por aceitar as 15, já que o INEM aceitou também transformar só dez ambulâncias da frota atual.
As restantes cinco que integrarão o projeto serão carros novos.
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