Líder social-democrata foi encarregada de tentar formar Governo na Suécia
O presidente do Parlamento recusou estabelecer um prazo para as negociações e indicou que Andersson deverá comunicar os progressos ao seu sucessor, que será eleito no dia 28, quando o novo Parlamento se reunir pela primeira vez.
A Autoridade Eleitoral confirmou na quinta-feira, após a contagem dos votos provenientes do estrangeiro, a vitória da oposição de centro-esquerda, com 49,5% dos votos e 176 deputados, contra 48,8% e 173 lugares do bloco governamental liderado pelo primeiro-ministro conservador, Ulf Kristersson.
Kristersson apresentou a demissão poucos minutos depois da divulgação dos resultados definitivos.
Os sociais-democratas venceram as eleições com 28% dos votos, o pior resultado do partido em quase um século, seguidos pelos conservadores, com 19,8%.
Os Democratas Suecos (SD, extrema-direita) perderam cerca de três pontos percentuais e deixaram de ser a segunda maior força parlamentar.
Andersson enfrenta agora negociações difíceis entre os partidos que apoiaram a oposição, sobretudo devido às divergências entre o Partido da Esquerda e o Partido do Centro.
O Partido da Esquerda exige integrar o próximo executivo, enquanto os centristas recusam apoiar qualquer Governo que inclua aquela formação socialista.
Os líderes dos dois partidos reiteraram hoje as respetivas posições após reuniões com Norlén.
"Não consigo imaginar que possamos estar no Governo com o Partido da Esquerda, mas podemos com os sociais-democratas e o Partido do Ambiente", declarou a líder centrista, Elisabeth Thand Ringqvist, que rejeitou negociações com o Partido da Esquerda.
A líder desta formação, Nooshi Dadgostar, afirmou, por seu lado, que o partido apenas votará favoravelmente um executivo do qual faça parte e classificou a posição dos centristas como "irracional".
Antes de receber formalmente o mandato para iniciar as negociações, Andersson afirmou que pretende reunir-se com os líderes de todos os partidos, com exceção dos Democratas Suecos, e promover um novo "espírito de colaboração".
Kristersson avisou, entretanto, que o resultado eleitoral não permite antecipar facilmente a composição do próximo Governo e revelou que não telefonou a Andersson para a felicitar.
"Não há realmente nenhum vencedor, nem mesmo os sociais-democratas, que obtiveram o seu pior resultado em cem anos. É necessário mover algumas linhas vermelhas se queremos um Governo", declarou o primeiro-ministro demissionário ao canal TV4.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em www.noticiasaominuto.com — o conteúdo pertence a Notícias ao Minuto - Mundo.