Luca de Meo: “A Gucci tem de regressar ao Olimpo das grandes marcas de luxo”
Loja da Gucci na Avenida da Liberdade, em Lisboa Hugo Amaral/ECO Um ano depois de assumir a liderança da Kering, Luca de Meo diz que a prioridade do grupo passa por devolver a Gucci ao lugar que considera adequado entre as principais marcas mundiais de luxo – o topo.
Em declarações no MFGS Milano Fashion Global Summit, em Milão, o gestor afirmou que o grupo entrou numa nova fase da estratégia de recuperação.
Sobre o grupo Kering diz que a vantagem “é precisamente poder construir estratégias à medida, sem impor a todos o mesmo modelo”.
“Estamos a recolocar a Gucci onde merece estar.
A Gucci é uma das grandes marcas globais e tem de regressar ao Olimpo das grandes marcas de luxo”, afirmou o gestor, citado pelo Milano Finanza , e acrescentando que as soluções para a várias marcas têm de ser construídas à medida.
A Gucci tem um percurso próprio, enquanto a Balenciaga atravessa uma transição criativa e a McQueen precisa de “reencontrar o seu centro” , explicou.
Para De Meo, a Kering deve construir estratégias específicas para cada marca, evitando que a procura de crescimento comprometa a respetiva identidade.
A McQueen foi o seu exemplo durante a entrevista.
Uma estratégia orientada apenas para triplicar ou quadruplicar as receitas poderia levar a que metade do negócio passasse a depender de ténis, afastando a marca do posicionamento de nicho que esteve na sua origem.
“O nosso trabalho é recolocar cada maison na posição ideal”, defendeu.
Kering: “Há espaço para reduzir o número de fornecedores” Ler Mais Com a entrada de Luca de Meo, oriundo da indústria automóvel, a Kering, que gere cerca de duas dezenas de marcas de alto segmento, o setor do luxo precisa de reavaliar a relação entre dimensão, exclusividade e criação de valor, depois de cerca de 25 anos de crescimento quase contínuo.
O CEO prefere, por isso, falar de “excelência” e considera que o crescimento acelerado do mercado pode ter escondido ineficiências.
O preço é outra das áreas em revisão.
De Meo considera que alguns segmentos perderam a ligação entre o preço e o valor percecionado pelo consumidor, mas rejeita que a resposta passe simplesmente por reduzir preços.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em eco.sapo.pt — o conteúdo pertence a ECO.