Um problema de ursos. Japão abateu 14 mil após onda de ataques mortíferos
O governo japonês está a ponderar isentar os caçadores de ursos de um imposto a que estavam sujeitos, como medida de incentivo face ao aumento dos casos de ataques de ursos em todo o país .
Esta não é a única medida especial que as autoridades nipónicas estão a tomar para combater um fenómeno que tem vindo a aumentar e tornar-se mais perigoso.
Em 2025, o Ministério do Ambiente do Japão registou 216 incidentes, que resultaram em 238 vítimas e 13 mortes.
E neste ano, apesar de os dados ainda serem parciais, já havia 49 incidentes e 6 vítimas mortais até julho.
Números recorde que levaram as autoridades a, entre abril do ano passado e janeiro deste ano, procederem ao abate de 14 mil ursos - entre eles 12 mil ursos negros asiáticos e dois mil ursos castanhos, duas espécies que se encontram no país.
As razões para este aumento no número de ataques, e de mortes relacionadas com ataques de ursos, são várias.
Por um lado, a escassez de alimentos nas florestas, em parte devido às alterações climáticas.
Estas têm também impacto no período de hibernação dos ursos.
Invernos amenos e primaveras precoces fazem com que os ursos acordem mais cedo ou prolonguem a busca por alimentos, ficando mais agressivos.
Com fome, os animais podem não só atacar mais facilmente humanos que se aventurem no seu habitat, como irão aventurar-se até às vilas e cidades em busca de comida.
Outra razão prende-se com o crescente abandono e envelhecimento das zonas rurais.
O Japão tem perdido população em muitas áreas rurais.
Casas abandonadas, terrenos agrícolas sem manutenção e árvores de fruto deixadas sem tratamento criam simultaneamente abrigo e alimento para os ursos, como recorda a Reuters numa reportagem sobre o aumentos dos ataques.
E há ainda a queda no número de caçadores japoneses .
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em www.dn.pt — o conteúdo pertence a Diário de Notícias.