Ucrânia, Gaza, Sudão e Iémen: Portugal prepara mês ao comando do Conselho de Segurança da ONU
Ministro dos Negócios Estrangeiros, Paulo Rangel, adiantou à agência Lusa que a agenda definitiva da presidência portuguesa começará a ser decidida durante a Assembleia Geral das Nações Unidas, em Nova Iorque, onde estarão também representados os cinco membros permanentes do Conselho de Segurança — China, Estados Unidos, França, Reino Unido e Rússia
Portugal vai começar esta semana a definir a agenda que pretende levar para a presidência do Conselho de Segurança das Nações Unidas, que assumirá em janeiro de 2027, logo no primeiro mês do seu novo mandato naquele órgão.
Ucrânia, conflito israelo-palestiniano, Sudão, Iémen, Líbia, Síria, Líbano e Haiti estão entre os dossiers que deverão passar pelas mãos da diplomacia portuguesa num momento marcado por vários conflitos e crises internacionais em simultâneo.
O ministro dos Negócios Estrangeiros, Paulo Rangel, adiantou à agência Lusa que a agenda definitiva da presidência portuguesa começará a ser decidida durante a Assembleia Geral das Nações Unidas, em Nova Iorque, onde estarão também representados os cinco membros permanentes do Conselho de Segurança — China, Estados Unidos, França, Reino Unido e Rússia.
Há matérias que Portugal não poderá simplesmente escolher retirar ou acrescentar à agenda. Vários conflitos são acompanhados regularmente pelo Conselho de Segurança e continuarão, por isso, a ocupar o órgão durante a presidência portuguesa.
“Teremos sempre de nos pronunciarmos sobre os [atuais] conflitos, como Iémen, Líbia, Sudão, Síria, Líbano, Israel e Palestina”, explicou Paulo Rangel, acrescentando também a guerra entre a Rússia e a Ucrânia.
Portugal foi eleito em junho membro não permanente do Conselho de Segurança para o biénio 2027-2028, com 134 votos na Assembleia Geral. Será a quarta passagem portuguesa pelo órgão, depois dos mandatos de 1979-1980, 1997-1998 e 2011-2012.
O cargo é rotativo e exercido durante um mês por cada um dos 15 membros do Conselho de Segurança, seguindo a ordem alfabética em inglês dos nomes dos países. Portugal presidirá em janeiro, sendo sucedido pela Rússia em fevereiro e por Trinidad e Tobago em março.
Isso significa que, durante o primeiro mês do mandato português, caberá ao país dirigir as reuniões do Conselho, organizar o programa de trabalho e representar institucionalmente o órgão.
A preparação acontece num momento particularmente exigente para a diplomacia internacional.
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