Reino Unido apoia trégua energética entre Rússia e Ucrânia
O Reino Unido apoiou hoje o apelo do presidente norte-americano para uma trégua energética imediata entre a Rússia e a Ucrânia, após o anúncio de um cessar-fogo parcial destinado a proteger infraestruturas energéticas dos dois países.
A posição foi anunciada pelo primeiro-ministro britânico, Andy Burnham, que afirmou apoiar o apelo do presidente Donald Trump para uma "trégua energética duradoura sem demora".
"A Rússia intensificou os seus ataques contra infraestruturas energéticas ucranianas durante o fim de semana. […]O Reino Unido apoia firmemente o apelo do presidente Trump a favor de uma trégua energética duradoura sem demora", escreveu Burnham na rede social X, citado pela agência de notícias Agence France Presse.
Na nota, Andy Burnham acrescenta que esta é "a melhor forma de restabelecer o abastecimento dos mercados mundiais de energia e combustíveis".
Donald Trump anunciou hoje que entrou em vigor um "cessar-fogo energético" entre a Rússia e a Ucrânia, assegurando que ambas as partes concordaram em interromper ataques contra infraestruturas energéticas do adversário.
No entanto, nem Moscovo, nem Kiev confirmaram oficialmente o acordo no momento do anúncio.
O presidente ucraniano Zelensky disse mesmo ter ficado surpreendido pela declaração de Trump, garantindo no entanto que a Ucrânia está disposta a respeitar uma trégua deste tipo caso a Rússia faça o mesmo.
Nas ultimas semanas, a Rússia tem atingido centrais e redes de distribuição de energia ucranianas, enquanto a Ucrânia intensificou os ataques com drones contra refinarias e outras instalações petrolíferas russas.
Entretanto, após o anúncio da trégua, as autoridades ucranianas já acusaram Moscovo de continuar os ataques a uma central elétrica em Kharkiv, que foi atingida horas depois da declaração de Trump sobre o cessar-fogo energético.
Trump anuncia cessar-fogo energético entre Rússia e Ucrânia O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou que a Ucrânia e a Rússia concordaram em suspender imediatamente os ataques a instalações de energia, sem detalhar a duração da trégua.
Tomásia Sousa, Lusa | 15:35 - 11/10/2026
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