A mesma robustez pode custar muito mais recursos
Duas empresas podem absorver a falha de um fornecedor crítico sem interromper entregas e, ainda assim, pagar custos muito diferentes por essa robustez.
Numa, a proteção assenta em semanas adicionais de stock , capacidade de reserva e liquidez mantida por precaução.
Na outra, parte dessa segurança vem de uma segunda origem que já produz, de uma operação capaz de mudar rapidamente o mix e de contratos que permitem ajustar volumes.
Para o cliente, o resultado pode ser semelhante.
Para a empresa, a quantidade de recursos necessária para o garantir pode ser muito diferente.
Essa diferença é também uma questão de produtividade.
Stock , liquidez, capacidade e conhecimento de reserva não são desperdício só por estarem disponíveis; compram tempo e opções quando algo falha.
Mas continuam a consumir capital, espaço, horas de gestão e capacidade que não pode ser usada noutro sítio.
Operar sem folga não é o objetivo.
O que interessa é perceber quanto custa manter o nível de robustez de que o negócio precisa.
A OCDE, numa revisão de 2025 sobre resiliência das cadeias de abastecimento, distingue duas respostas que interessam a esta conta.
A redundância, através de inventário, fornecedores adicionais ou capacidade disponível, protege, mas tem custos; a flexibilidade pode responder a choques sem exigir a mesma duplicação de recursos e, em alguns casos, apoiar simultaneamente resiliência e desempenho económico.
Isto não significa que a flexibilidade seja sempre superior.
Significa que duas arquiteturas de proteção podem entregar robustez semelhante com custos económicos diferentes.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em www.dn.pt — o conteúdo pertence a Diário de Notícias.