Houthis aproveitam reviravolta dos EUA fazem novo avanço decisivo que pode ter impacto no petróleo
A guerra no Médio Oriente promete ficar pior antes de melhorar. Com Estados Unidos e Irão numas negociações que se vão eternizando, há outro ator a desviar a atenção na região.
São os Houthis, rebeldes do Iémen que continuam a conseguir avançar, colocando ainda mais em perigo a navegação no Mar Vermelho, mesmo que vão garantindo que todos os barcos que não tenham bandeira da Arábia Saudita podem passar.
Esta segunda-feira o grupo conseguiu capturar localidades estratégicas que, na prática, tiram o acesso das forças governamentais, que são apoiadas por Riade, ao Mar Vermelho.
Tudo isto depois de o The New York Times ter noticiado que os Estados Unidos cancelaram no último minuto um ataque contra os Houthis, que são em grande parte apoiados e financiados pelo Irão.
Horas depois do passo dado atrás pela Casa Branca - que continua a ignorar os pedidos do príncipe da Arábia Saudita, Mohammed bin Salman, para se juntar ao combate -, os rebeldes conseguiram um avanço decisivo que pode colocar ainda mais em xeque o fornecimento de combustíveis fósseis, já que muito do petróleo e gás natural que não passam pelo Estreito de Ormuz estão a ser escoados por Bab al-Mandeb.
Os militares norte-americanos tinham até já carregado os aviões com bombas para descolarem pouco depois, até porque também o governo internacionalmente reconhecido do Iémen pediu ajuda a Washington DC, mas Donald Trump acabou por dar a ordem em sentido contrário.
De acordo com a agência Reuters, a luta centra-se, sobretudo, nas montanhas Kahboub, nomeadamente nas províncias de Taiz e Lahij, que separam a zona do Mar Vermelho do local que o governo ainda controla a sul.
Também à agência Reuters, um jornalista iemenita referiu que a ofensiva do momento é dos Houthis, que estão a tentar "manter o momento de avanço", mesmo que venham sendo expostos a ataques aéreos.
"Estas montanhas podem tornar-se cruciais para determinar se os Houthis conseguirão consolidar os seus recentes ganhos territoriais ou se as forças governamentais serão capazes de manter as posições necessárias para lançar uma contra-ofensiva", acrescentou o mesmo profissional.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em cnnportugal.iol.pt — o conteúdo pertence a CNN Portugal.