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UE pede à China que trave exportações de automóveis híbridos

Observador ·
UE pede à China que trave exportações de automóveis híbridos

A União Europeia (UE) pediu à China que limite voluntariamente as exportações de automóveis híbridos para o mercado europeu, de maneira a evitar uma nova escalada das tensões comerciais entre Bruxelas e Pequim, segundo o jornal Financial Times.

De acordo com o jornal britânico, que cita três pessoas não identificadas conhecedoras das negociações, Bruxelas pretende que a quota dos veículos híbridos fabricados na China, e vendidos no mercado da UE, seja limitada a cerca de 15%, face a mais de um terço atualmente.

A iniciativa surge num momento de crescente preocupação na Europa com o impacto da concorrência chinesa sobre a indústria automóvel, que tem anunciado despedimentos em massa.

“Se eles não limitarem as exportações para o nosso mercado, fá-lo-emos nós”, afirmou ao Financial Times um responsável europeu, que enquadrou a iniciativa na necessidade de travar a desindustrialização no bloco europeu.

Além de automóveis, Bruxelas pretende que Pequim modere as exportações de outros produtos, incluindo químicos, e aumente as compras de produtos europeus.

A presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, afirmou na quarta-feira que o défice comercial da UE com a China, estimado em mil milhões de euros por dia, tinha atingido um “ponto de viragem”, defendendo medidas para reequilibrar as relações económicas.

O comissário europeu do Comércio, Maros Sefcovic, deverá deslocar-se a Pequim em outubro para negociações com as autoridades chinesas.

Segundo o Financial Times, Bruxelas espera alcançar um acordo semelhante ao estabelecido com o Japão em 1986, quando Tóquio aceitou limitar voluntariamente as exportações de automóveis para a Europa. A medida levou fabricantes japoneses, como Toyota e Nissan, a reforçar o investimento e a produção no continente europeu.

A pressão sobre Bruxelas aumentou com o forte crescimento das importações de automóveis híbridos chineses, que estão sujeitos a uma tarifa de 10%, ao contrário dos veículos totalmente elétricos chineses, aos quais a UE aplicou em 2024 direitos adicionais antissubvenções.

As importações europeias de híbridos fabricados na China passaram de 3.800 unidades em outubro de 2024 para 50.000 em julho deste ano, ao mesmo tempo que os preços médios diminuíram, segundo os dados citados pelo jornal.

A UE procura uma solução negociada, mas Alemanha e França estão a aproximar posições em favor de uma resposta mais firme à concorrência chinesa, refere ainda o Financial Times. Pequim rejeita as acusações de que a competitividade dos seus produtos resulta de subsídios estatais, atribuindo os preços mais baixos à eficiência das empresas chinesas.

Nas negociações com Bruxelas, a China pretende também que os países europeus levantem controlos às exportações e sanções contra empresas chinesas.

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Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em observador.pt — o conteúdo pertence a Observador.

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