Ventura convicto de que à terceira conseguirá comissão de inquérito a Luís Neves
O presidente do Chega, André Ventura, assegurou esta sexta-feira em Vila Nova de Gaia que insistirá numa comissão parlamentar de inquérito a Luís Neves, afirmando-se convicto de que à terceira será de vez.
Em declarações à entrada para um debate sobre segurança no Porto, o deputado insistiu, sobre a polémica em torno do ministro da Administração Interna que “ ninguém pode estar acima da lei, nem Luís Neves, nem nenhum outro “.
Chega avança com nova proposta para CPI sobre Luís Neves Ler Mais “Também entendo, e tive a oportunidade de dizer ao Sr. presidente da Assembleia da República, que é um mau sinal e um mau princípio, quando nós começamos a obstaculizar uma vez, duas vezes, três vezes, um requerimento que é potestativo e que é um poder de um grupo parlamentar.
Por isso eu disse que nós íamos tentar e fomos mesmo e eu amanhã [sábado] darei mais esclarecimentos sobre isso que espero que agora possa ser definitivamente admitida e que possamos na próxima semana começar a trabalhar”, disse.
Continuando nas polémicas e questionado sobre a investigação ao assalto ao gabinete do Chega no Parlamento, André Ventura disse que quer “que se descubra de uma vez por todas quem fez isto” .
“Quem entrou no gabinete parlamentar, quem o vandalizou e também quem incendiou a sede em Évora e também quem andou e anda a enviar ameaças para o grupo parlamentar do Chega.
Portanto, tudo o que ajudar, acho que é um ponto positivo para isso”, acrescentou sobre a investigação.
Questionado sobre as desconfianças em relação ao assalto ao gabinete , o dirigente do Chega respondeu: “eu acho que os partidos da oposição, como já não têm mais nada para nos atacar, não conseguem atacar as propostas, vêm-nos a crescer todos os dias.
Uns optaram pela violência, como se viu e como se vê todos os dias, outros optam pelo gozo e pelo escárnio.
Eu vivo muito bem com isso”.
As medidas do Governo para mitigar a subida do custo de vida Ler Mais Sobre o pacote de apoio anunciado na quinta-feira pelo primeiro-ministro , o presidente do Chega insistiu que “o grande esforço que é preciso fazer para as famílias e para as empresas é (…) baixar significativamente o preço dos combustíveis”.
“Nós temos um novo aumento previsto para o início da próxima semana.
Penso que é justo dizer que a coisa está a ficar absolutamente insustentável”, alertou o deputado, que disse ter ainda a esperança de que o PS se alie ao Chega e aprove a proposta do partido, em discussão agendada para o próximo dia 24, e permita descer o IVA dos combustíveis, desafiando os socialistas a colocar a “partidarite de lado”.
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