José Luís Carneiro defende o "centro moderado" e rejeita futuras moções de censura a Luís Montenegro
José Luís Carneiro prestou uma entrevista à Antena 1 , elaborando críticas ao Governo de Luís Montenegro em várias áreas, ainda que se mostre disponível para validar o Orçamento do Estado para 2027.
No programa Política com Assinatura, estabelece linhas mínimas do acordo com a AD.
"É uma condição fundamental para nós, de vermos o Governo a transmitir publicamente o compromisso de que a revisão constitucional avançará com o acordo dos dois maiores partidos da democracia" , começou por dizer, sem excluir o Chega nesse âmbito: "Todos os partidos têm legitimidade para apresentar propostas, mas naquilo que se avança ou trava deve haver comunicação com o PS.
A revisão [constitucional] não é uma prioridade política do PS, mas não podemos travar a iniciativa do Governo e percebemos que negociava com o Chega.
Isso, sim, queremos travar.
Esse passo em frente deve ser dado pelo Governo antes do Orçamento do Estado." Das quatro condições, de uma diz ter a convicção de que há já segurança e outra que só será, verdadeiramente, avaliada em 2027.
" Luís Montenegro disse que não haveria alterações no regime das pensões nesta legislatura.
Ficou para já sanada.
Quanto à resposta às tempestades, daqui por um ano não queremos ouvir pessoas a dizer que faltam chegar apoios", disse, acusando o Executivo de "insensibilidade e incompetência." Outro ponto importante para José Luís Carneiro é ter a "garantia de financiamento dos investimentos em curso que deixaram de ter verba vinda do Programa Recuperação e Resiliência [PRR]", não entendendo que esta seja um caderno de encargos demasiado dispendioso, já que pode derivar "de outros modelos de financiamento que não o Orçamento do Estado." À Antena 1 , deixou claro que "será via abstenção" que valida o Orçamento do Estado, ainda que avise.
"Estas condições são para estabelecer um início de conversação para o Orçamento do Estado.
Não tomem esta disponibilidade do PS como um dado adquirido.
A estabilidade tem de servir para que o Governo tenha a resposta adequada às famílias", destacou, reconhecendo que existe "uma intuição política" de que os "portugueses ainda não querem novamente eleições" , embora note que começa a mudar o figurino.
"Em 12 meses, temos vindo a readquirir confiança", afirma assertivo, o líder do PS, nomeado após as eleições legislativas de 2025, já reconfirmado como secretário-geral do PS em 2026.
Passou depois ao ataque abordando vários ministérios.
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