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Exportações de componentes automóveis recuam 7,8%

Observador ·
Exportações de componentes automóveis recuam 7,8%

As exportações portuguesas de componentes para automóveis recuaram 7,8% entre janeiro e julho, em termos homólogos, para 5.994 milhões de euros, penalizadas pela quebra das vendas para os principais mercados europeus, segundo a associação do setor.

De acordo com cálculos da AFIA — Associação de Fabricantes para a Indústria Automóvel, com base nos dados do comércio internacional de bens divulgados pelo Instituto Nacional de Estatística (INE), as vendas para Espanha diminuíram 9,8% e para a Alemanha 14,3% nos primeiros sete meses do ano.

Apesar da quebra, Espanha manteve-se como principal destino das exportações portuguesas de componentes automóveis, com um peso de 28,6%, seguindo-se a Alemanha, com 19,9%, e França, com 9,5%.

As vendas para o mercado francês contrariaram a tendência dos dois principais destinos e aumentaram 1,8% face ao mesmo período de 2025.

Em sentido contrário, as exportações para África e Médio Oriente aumentaram 17,1% e as destinadas à Ásia e Oceânia avançaram 8%, enquanto as vendas para o continente americano caíram 21%.

Entre outros mercados, a AFIA destaca crescimentos de 13% nas exportações para Itália e Polónia e de 12,6% para Marrocos. Já as vendas para os Estados Unidos diminuíram 26,7%.

Os componentes automóveis representam atualmente 12,3% das exportações portuguesas de bens transacionáveis, segundo a associação.

Para o presidente da AFIA, José Couto, os dados confirmam “a pressão sentida pela indústria portuguesa de componentes nos seus principais mercados europeus” e reforçam a necessidade de aumentar a competitividade das empresas.

“Portugal e a Europa têm de criar condições para que as empresas continuem a investir, inovar e produzir e, para isso, é necessário tomar algumas medidas como já temos vindo a alertar e que estão relacionadas com a necessidade de termos energia a custos competitivos, financiamento adequado, estabilidade regulatória e talento qualificado”, alerta o responsável.

Para José Couto, só com a criação destas condições o setor conseguirá “preservar a capacidade produtiva e reforçar a integração nas cadeias de valor internacionais”.

A AFIA considera ainda necessário reforçar a diversificação dos mercados e a presença dos fornecedores portugueses nas cadeias internacionais de valor.

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Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em observador.pt — o conteúdo pertence a Observador.

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