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Cessar-fogo energético é uma ajuda direta aos interesses da Rússia

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Cessar-fogo energético é uma ajuda direta aos interesses da Rússia

Às primeiras horas do dia 14 de outubro, a passada quarta-feira, a Rússia atacou diversas instalações de energia que abastecem a capital da Ucrânia, na tentativa de isolar a cidade através da destruição de complexos de energia, subestações e infraestruturas de gás.

Nesse dia, os alvos foram 26 instalações do setor energético, ao mesmo tempo que drones e mísseis russos sobrevoavam complexos nucleares ucranianos.

Na semana anterior, de 5 a 11 de outubro, houve cerca de 200 ataques a instalações do setor elétrico e 17 ao setor de petróleo e gás, segundo informação do Ministério da Energia.

Ora, sendo o dia 11 de outubro aquele que o presidente dos Estados Unidos escolheu para informar que tinha chegado a um acordo de cessar-fogo energético com a Rússia e a Ucrânia, os relatos indicam que nada mudou.

Ou quase nada: Kiev disse que as informações de que vinha dispondo para se defender dos ataques russos – disponibilizadas pelos Estados Unidos – deixaram de funcionar com a eficácia que se registava até então.

No dia 12, o presidente Volodymyr Zelensky confirmou que as forças russas atingiram seis instalações energéticas ucranianas, incluindo uma central em Kharkiv e uma unidade de produção de gás, deixando mais de 600 mil pessoas temporariamente sem eletricidade.

A guerra das estrelas Na manhã de quarta-feira, dia 14, Sergey Beskrestnov, assessor de Vladimir Zelensky para Comunicações e Sistemas não Tripulados, informou que a SpaceX havia limitado a velocidade dos terminais de internet via satélite Starlink, utilizados pelo exército ucraniano, a 160 km/h durante a noite, o que “interrompeu diversas operações”.

Pouco depois, Sergey Sternenko, ex-assessor do ministro da Defesa da Ucrânia, revelou novas restrições da SpaceX ao uso dos terminais via Starlink, reduzindo a velocidade de operação para 60-70 km/h.

“Os sistemas Starshield são propriedade do governo dos Estados Unidos e controlados por ele.

Quaisquer limites de velocidade ou uso são decididos pelas Forças Armadas dos EUA e, em última instância, pelo presidente dos EUA.

O Starlink é um serviço comercial de propriedade da SpaceX.

O uso do Starlink é limitado a atividades civis ou defensivas e não pode ser usado para ações militares ofensivas, pois isso seria inapropriado para uma empresa comercial”, escreveu Elon Musk, o dono daquilo tudo, nas redes sociais.

A isto acrescenta-se a ameaça de que os Estados Unidos podem decidir interromper (ou diminuir) o fluxo da venda de armas que, compradas pelos países europeus, seguem para o cenário de guerra da Ucrânia.

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Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em jornaleconomico.sapo.pt — o conteúdo pertence a Jornal Económico.

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