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EUA concedem petróleo da Venezuela por 100 anos

Observador ·
EUA concedem petróleo da Venezuela por 100 anos

Os Estados Unidos confirmaram esta terça-feira a concessão por 100 anos de parte das reservas de petróleo da Venezuela à empresa privada North American Blue Energy Partners (NABEP), sendo que o Departamento de Defesa norte-americano ficará com 35% da empresa-mãe.

Segundo o acordo entre a administração norte-americana liderada por Donald Trump e a Presidente interina venezuelana, Delcy Rodríguez, a NABEP poderá, durante um século, perfurar 17 campos petrolíferos contendo aproximadamente 65 mil milhões de barris de crude , o equivalente a cerca de um quinto das reservas da Venezuela.

Na informação divulgada esta terça-feira pela Casa Branca (presidência norte-americana), a administração Trump acrescentou ainda que o Departamento de Defesa dos Estados Unidos irá deter uma participação de 35% na empresa-mãe da NABEP, enquanto o Departamento de Estado terá o direito de comprar, ao preço de produção, 20% do petróleo extraído para abastecer as reservas estratégicas dos Estados Unidos.

O Governo republicano norte-americano terá também poder de veto sobre as nomeações para o conselho de administração da NABEP.

A NABEP, liderada pelo empresário venezuelano Alejandro Betancourt, apresenta-se como a segunda maior produtora de crude da Venezuela, com uma produção superior a 200 mil barris por dia.

Betancourt foi investigado em Espanha, Suíça e Estados Unidos por alegada lavagem de dinheiro e fraude fiscal relacionadas com operações que envolvem a petrolífera estatal venezuelana PDVSA, acusações que nega.

A administração liderada pelo Presidente Donald Trump, que na semana passada saudou este pacto como um “acordo histórico”, adiantou que a negociação vai permitir o aumento da produção de petróleo e a redução dos preços da gasolina nos Estados Unidos, que subiram devido à guerra com o Irão, um fator que ameaça prejudicar os republicanos nas eleições intercalares de novembro.

Desde que os Estados Unidos capturaram e depuseram o Presidente venezuelano, Nicolás Maduro, em janeiro passado durante uma ação militar em solo venezuelano, Washington tem atuado como patrono do Governo agora liderado por Rodríguez e restabeleceu relações diplomáticas com Caracas.

O acordo petrolífero levantou suspeitas em setores que acreditam que a administração Trump não está realmente interessada em promover uma transição democrática na Venezuela, apesar de este ser um dos argumentos utilizados para justificar a captura de Maduro.

[De regresso a Portugal, Carvalhão Gil garante que não se vendeu aos russos e que nem sequer sabia que o homem com quem foi detido trabalhava para o SVR. Para ele, era só um “parceiro de negócios”. Mas as buscas às casas do espião contam uma história diferente: a PJ encontra milhares de euros escondidos em casacos, gavetas e envelopes; dezenas de documentos secretos espalhados pelas várias divisões; e até um revólver dissimulado numa estante. Já está disponível o quinto episódio do novo Podcast Plus “A Vida Dupla do Espião Traidor”. Pode ouvir no site do Observador , na Apple Podcasts , no Spotify e no YouTube .]

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Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em observador.pt — o conteúdo pertence a Observador.

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