11 livros infantis para o regresso à escola
A turma do 2º C está viciada em fazer tranças. Fazem tranças no cabelo uns dos outros, nas caudas dos póneis de brincar e até nos atacadores. À medida que ouvem as histórias lidas pela professora ou aprendem mais sobre ciências, português, música e matemática, começam a entrançar trapos. Com o movimento das suas mãos e as belíssimas ilustrações de Phoebe Wahl, vai-se entrançando também uma verdadeira homenagem aos professores, ao trabalho em equipa, ao reaproveitamento de materiais, à magia de construir algo com as mãos e à riqueza das histórias. Um livro belíssimo , que confirma Sophie Blackall ( Casa de Família ; Olá, Farol e Se Algum Dia Vieres à Terra ), como uma das mais interessantes autoras da literatura infantil.
Um dia livre tem outro sabor em tempo de aulas, mesmo que o motivo para ficar em casa seja uma constipação. É essa a premissa desta história de Oliver Jeffers – que aqui entregou as ilustrações a Kevin Waldron –, onde um menino chamado Hugo aproveita o facto de estar doente para poder brincar a tudo o que lhe apetece. O problema é quando começa a imaginar o que estará a acontecer na escola, na sua ausência. E se apareceu um monstro saído do esgoto e levou todos os professores? Um livro cheio de humor, para celebrar Um Dia Sem Escola , e uma escola onde há sempre lugar para a imaginação.
Pensado “para a criança que enfrenta novas portas, corredores desconhecidos ou a simples dor de uma separação”, citando o prefácio da psicóloga Vera de Melo, Um Beijinho na Tua Mão é uma história terna sobre um guaxinim que não quer ir para a escola e preferia ficar em casa com a mãe e com tudo o que já conhece e é seguro. Sabemos o enredo, já secámos lágrimas destas, mas a mãe guaxinim tem uma na manga, ou melhor, na pata: um beijinho na mão do mais pequeno, invisível mas que serve de lembrete de um laço que está sempre presente.
Está tudo ao contrário nesta história onde uma ursinha chamada Maria se prepara para o primeiro dia de escola, e quem está nervoso e ansioso é o pai. Uma forma bem humorada de passar em revista tudo o que é preciso levar na mochila, e acima de tudo lembrar que a sala onde a professora espera a chegada dos alunos é um sítio seguro e divertido.
Aqui está a prova de que ser inteligente não é apenas estar sentado a estudar e ter a melhor nota no teste. É também saber usar a imaginação, fazer um avião de papel, ajudar alguém, dançar de forma disparatada, inventar jogos com os amigos, ler uma história com prazer, sonhar acordado ou ter a curiosidade de perguntar, entre muitos outros exemplos. Tudo coisas intrinsecamente humanas, num mundo cada vez mais ameaçado pela inteligência artificial, em boa hora lembradas por este livro que mostra, em rima, Mil e uma maneiras de ser inteligente , e com isso ajuda as crianças a valorizarem as suas diferentes competências.
Tudo na escola é uma chatice, mortiço e cinzentão, e só o Gui da infantil é demasiado novo para perceber. Sem vontade de se juntar às outras crianças, Nico gostava era de estar noutro sítio, e arrasta-se da sala para o recreio, onde vamos conhecendo todos os que o rodeiam no dia mais chato de sempre.
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