Campo de tiro em Alter do Chão: terá um gasoduto feito explodir a ideia?
Francisco Vasconcelos tem esperança de que a ideia já tenha morrido e esteja tão enterrada quanto o gasoduto. Mas confessa que este "limbo" deixa os agricultores com medo de investir, o que pode ser um problema. São dezenas os agricultores afetados. Em pouco tempo nasceu a petição "Impedir a transferência do Campo de Tiro para Alter do Chão", que conta já com mais de 2.600 assinaturas. Um feito que levou Francisco a ser ouvido na Comissão Nacional de Defesa em julho passado e onde questionou todo o processo, mas não só. As suas palavras foram incisivas e levantam várias suspeitas.
Contactado pela CNN Portugal, o presidente da autarquia de Alter do Chão, Francisco Miranda, garante que "a questão da eventual transferência do Campo de Tiro de Alcochete para Alter do Chão nunca foi colocada antes das eleições autárquicas".
Mesmo não se recordando das datas de forma "conclusiva", admite "ter havido contacto por alguém do Ministério da Defesa, porventura ainda em dezembro de 2025 ou janeiro de 2026". Acrescenta ainda que "não foi apresentado ao município qualquer projeto de implantação, projeto de execução, pedido de licenciamento, pedido de informação prévia, comunicação prévia ou outro procedimento urbanístico que tenha por objeto a instalação concreta do referido Campo de Tiro".
Tal como, segundo o autarca, "não foram disponibilizados ao município estudos técnicos, ambientais ou territoriais que permitam conhecer, em concreto, a localização, implantação, características, acessibilidades, áreas de segurança, infraestruturas ou impactos da futura instalação".
Apesar da garantia deixada pelo gabinete do presidente da Câmara Municipal de Alter do Chão, a CNN Portugal encontrou notícias de órgãos de comunicação social locais, como, por exemplo, no Alentejo Digital , que garantem que o autarca reconheceu, em abril de 2026, que as negociações decorriam há mais de um ano.
Como surgiu a ligação a Alter do Chão, Francisco Vasconcelos apontou para um ex-funcionário da autarquia, que conhece pessoalmente o ministro e era chefe do Gabinete do secretário de Estado Adjunto e da Defesa Nacional desde 24 de julho de 2024.
Sem medo, quando foi ouvido no Parlamento, Francisco Vasconcelos referiu o seu nome: António José de Morais Baptista. Revelou ainda que este foi promovido a diretor-geral do Armamento e do Património do Ministério da Defesa.
Mas há mais datas a ter em atenção. O Conselho de Ministros, numa resolução de 17 de julho de 2025 , assinada por Luís Montenegro, determinou a realização dos estudos necessários à escolha da localização do novo campo de tiro da Força Aérea.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em cnnportugal.iol.pt — o conteúdo pertence a CNN Portugal.