Israel acusa Hamas de "violação flagrante" do acordo de cessar-fogo em Gaza
As Forças de Defesa de Israel (FDI) acusaram hoje o Hamas de «violação flagrante» do cessar-fogo em Gaza, e responderam com ataques a instalações do movimento islamita palestiniano, que terão feito 3 feridos, segundo a imprensa no enclave.
Em comunicado, as IDF afirmaram que atacaram "infraestruturas" do Hamas "em resposta à detonação de um engenho explosivo" por um veículo militar de engenharia que circulava na "linha amarela" que separa o território controlado pelos dois beligerantes.
O Exército israelita classificou o sucedido como uma "violação flagrante do acordo de cessar-fogo por parte da organização terrorista Hamas".
O porta-voz do Hamas, Hazem Qassem, afirmou que as acusações israelitas "visam justificar as violações da ocupação e a escalada da sua agressão" e reiterou que o movimento islamita mantém "o compromisso com o acordo de cessar-fogo, em contraposição às contínuas violações do mesmo por parte da ocupação".
Segundo informações do jornal palestiniano `Filastin`, já esta noite três pessoas ficaram feridas na sequência de um bombardeamento israelita contra uma residência no bairro de Al Tuffa, a leste da cidade de Gaza.
A primeira fase do plano de paz para Gaza, apoiado pelos EUA e acordado entre Israel e o Hamas em outubro de 2025, centrou-se num cessar-fogo militar imediato e na troca de prisioneiros por reféns, sendo mediado pelos EUA, Qatar, Egito e Turquia.
Embora a primeira fase tenha estabelecido uma suspensão temporária das hostilidades, questões complexas relativas à governação permanente, à segurança a longo prazo e ao desarmamento completo do Hamas foram adiadas para fases subsequentes do acordo.
O líder do Hamas, Jalil al Haya, alertou para o agravamento da situação na Faixa de Gaza e apelou ao fim imediato da escalada dos ataques e o cumprimento rigoroso das obrigações acordadas na primeira fase do plano de paz.
Segundo informou a organização num comunicado citado pelo jornal `Filastin`, Al Haya transmitiu aos mediadores e a governos aliados a sua preocupação perante o escalar dos ataques durante o conflito.
O Hamas denunciou que o recomeço dos ataques seletivos e das operações militares, que afirma estenderem-se à Cisjordânia e aos acessos à mesquita de Al Aqsa, prejudica as perspetivas de estabilização e viola os compromissos multilaterais relativos à recuperação e reconstrução.
Nesse sentido, al Haya instou as partes mediadoras, os representantes do Egito e do Qatar, a exercerem a pressão necessária para autorizar de imediato a entrada de material de resgate e de assistência.
Por seu lado, os países mediadores reafirmaram durante as conversações o seu compromisso de manter a assistência de emergência à população civil e garantiram que prosseguirão os esforços diplomáticos junto dos atores com capacidade de influência para assegurar a aplicação integral do acordo formulado pela Casa Branca.
A guerra na Faixa de Gaza foi desencadeada pelos ataques liderados pelo Hamas em 07 de outubro de 2023 no sul de Israel, nos quais morreram cerca de 1.200 pessoas e 251 foram feitas reféns.
Em retaliação, Israel lançou uma operação militar em grande escala no enclave, que causou mais de 73 mil mortos, segundo as a
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