Maria Corina Machado confirmada como líder da oposição na Venezuela
Os membros da Plataforma Unitária Democrática da oposição (PUD) concordam em "ratificar o mandato de mudança política expressado pelos venezuelanos através do voto.
Reconhecer e apoiar a liderança de Maria Corina Machado".
A declaração conta de um documento divulgado no final de uma reunião em Caracas, quase 10 meses após a captura do Presidente Nicolas Maduro pelo exército dos Estados Unidos.
Os representantes políticos apresentaram 14 propostas para a redemocratização do país, bem como a implementação de uma "folha de rota" para eleições gerais, mas sem avançar data, embora o partido de Corina Machado tenha antes reclamado a realização de eleições em 2027.
Os membros da oposição concordam em "exigir a libertação plena e total dos presos políticos, o regresso dos exilados, o fim da repressão política (...) garantir a plena liberdade dos partidos políticos e levantar as inelegibilidades, bem como os procedimentos administrativos contra as organizações políticas.
Promover políticas de proteção dos direitos humanos".
Este acordo surge enquanto decorre em Caracas o terceiro ciclo de negociações entre o governo e uma parte da oposição.
Corina Machado, exilada no Panamá, não foi convidada a participar, mas disse que não iria colocar entraves ao processo negocial.
Ex-juíza venezuelana denuncia coação para desqualificar Corina Machado A ex-juíza do Supremo Tribunal de Justiça (TSJ) da Venezuela, Bárbara César Siero, revelou esta terça-feira que foi coagida a assinar várias sentenças de inelegibilidade política, entre as quais a de María Corina Machado.
Lusa | 07:51 - 07/10/2026
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